Gleisi atende Lula e vai tentar o Senado pelo Paraná

Ministra das Relações Institucionais anunciou decisão nesta quarta-feira (21/1)

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
1 de 1 Ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), anunciou nesta quarta-feira (21/1) que deixará a pasta para disputar uma vaga ao Senado pelo Paraná.

Gleisi atendeu a um pedido do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se lançar ao posto. Antes, a ministra vinha se preparando para disputar uma vaga pela Câmara dos Deputados.

Lula procurou Gleisi Hoffmann e propôs a candidatura na última semana, segundo relatos de aliados da responsável pela articulação política do Palácio do Planalto. Ainda na semana passada, a ministra procurou o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Ênio Verri, então pré-candidato do PT ao Senado para discutir a possível empreitada.

Verri relatou à reportagem que “concordou” com a decisão do presidente Lula e que vai apoiar Gleisi na disputa.

O presidente do PT no Paraná, Arilson Chiorato, afirmou ao Metrópoles que a divisão local da sigla também acatará e dará apoio a Gleisi Hoffmann.

Gleisi conclui este ano um mandato de deputada federal pelo Paraná, cargo do qual está afastada para ocupar uma vaga no ministério de Lula. Para disputar o Senado, a ministra terá de abandonar a pasta até o início de abril.

A saída de Gleisi Hoffmann já tem movimentado os bastidores do Palácio do Planalto em torno do nome que sucederá a petista na chefia das Relações Institucionais. Um dos cotados é o número dois da pasta, o diplomata Marcelo Almeida Costa, considerado um nome técnico. Em contrapartida, uma ala próxima a Lula defende, no entanto, a indicação de um perfil mais político ao cargo.

Veja o anúncio de Gleisi:

Além de reeleger Lula, o PT também como meta ampliar a presença de aliados no Legislativo. Dirigentes do partido afirmam que o pedido de Lula para que Gleisi dispute o Senado vem na esteira dessa estratégia. Também dizem que o petista avaliou que Gleisi é um nome forte para um cenário de possível divisão no Paraná, o que poderia aumentar as chances de eleição.

Gleisi Hoffmann presidiu o PT durante a prisão de Lula e é apontada como uma das pessoas mais próximas do presidente da República. A paranaense foi também a coordenadora-geral da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Primeira mulher eleita à Casa Alta pelo estado do Paraná, ela foi senadora por um mandato, entre 2011 e 2019. A ministra foi eleita deputada federal por duas vezes: 2018 e 2022. Também chefiou a Casa Civil no primeiro governo Dilma Rousseff (PT).

Advogada de formação, Gleisi Hoffmann se filiou ao PT no fim dos anos 1990 e chegou a fazer parte da equipe de transição do primeiro governo Lula.

Em 2014, Gleisi foi citada na delação premiada do doleiro Alberto Youssef por, supostamente, ter recebido R$ 1 milhão em propina de contratos da Petrobras, junto com o então marido e ex-ministro Paulo Bernardo, para as eleições de 2010.

Em razão dessa delação, Gleisi e Paulo Bernardo se tornaram réus em 2016 no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva. O casal foi inocentado em 2018 por falta de provas.

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