
Gleisi: decisão de Dino sobre Nossa Senhora garante liberdade de opinião
Senadora disse que sociedade tem direito de debater sobre o caso e também elogiou decisão do presidente Lula de proibir as bets

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao Senado pelo Paraná, defendeu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de manter as publicações sobre a polêmica de Nossa Senhora Aparecida. Em entrevista ao Acorda, Metrópoles, desta segunda-feira (28/9), a parlamentar afirmou que o debate é amplo e deve ser preservado o direito de liberdade de expressão.
“Eu acho que o ministro Flávio Dino atuou corretamente. Não tem porque proibir uma discussão como essa. Você tem um fato, que é um projeto de lei, você tem um livro que falava também a opinião de um pastor sobre a Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. O projeto tirava ela como padroeira e o livro que é de um pastor, que é orientador de Flávio Bolsonaro, também fala isso. Então os fatos podem, sim, ser divulgados”, disse.
Na semana passada, circularam na internet publicações afirmando que o senador Flávio Bolsonaro estaria por trás de um plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
O conteúdo que viralizou recuperou um projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli (MDB-MT). A proposta previa alterar a legislação sobre o feriado de 12 de outubro e sugeria substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

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Ver todasNesse domingo, Dino derrubou a decisão do ministro André Mendonça que havia determinado a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre o caso.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“É um debate que aconteceu e está latente. As pessoas têm opinião sobre isso e é importante que seja esclarecido. Acho que fez muito bem para a liberdade de opinião o ministro Flávio Dino ter concedido a medida de que poderia continuar esse debate”, ressaltou Gleisi.
Decisão sobre bets
Gleisi Hoffmann também elogiou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de assinar a medida provisória para acabar com as bets no Brasil.
“Quando assumimos o governo, foi proposto, inclusive, da área técnica do governo, que se fizesse a regulamentação e cobrasse os impostos. Cobrava-se na época que isso poderia ter uma arrecadação e poderia também regular. Só que, infelizmente, não foi isso. Houve uma epidemia de da jogatina. Essa é a realidade que nós temos no Brasil”, disse.
Para a ex-ministra, a mudança foi “corajosa”, principalmente por causa da proximidade do primeiro turno.
“Isso está fazendo muito mal às pessoas e às famílias. Então, antes tarde do que nunca. Acho corajoso por parte do presidente Lula essa decisão agora, numa época eleitoral, porque tem muito lobby das empresas de bets em cima do Congresso. Não só a parte esportiva, mas também a mídia que tem bets. Ele está comprando uma grande briga que, de fato, tem que comprar”, concluiu.











