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Brasil

Genial/Quaest: 46% aprovam ação militar dos EUA na Venezuela

Segundo a pesquisa Genial/Quaest, 50% dos brasileiros acreditam que “interferir em outro país para prender um ditador” é aceitável

Repórter de Brasil15/01/2026 07:00, atualizado 15/01/2026 12:17
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Carla Sena/Arte Metrópoles
Genial/Quaest: 46% aprovam ação militar dos EUA na Venezuela

Quase metade dos brasileiros aprova a ação militar dos Estados Unidos que levou à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15/1).

O levantamento mostra que 46% dos entrevistados dizem aprovar a operação norte-americana, enquanto 39% a desaprovam e 15% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa também perguntou se “interferir em outro país para prender um ditador é aceitável”. Metade dos entrevistados (50%) respondeu que sim. Outros 41% afirmaram que esse tipo de intervenção não é aceitável, e 9% não souberam ou não responderam.


Captura e acusações contra Nicolás Maduro

  • Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro por forças norte-americanas e levados a Nova York, onde respondem a processos judiciais.
  • Segundo a denúncia apresentada pelas autoridades americanas, Maduro teria liderado por mais de duas décadas uma organização criminosa dentro do Estado venezuelano voltada ao envio de cocaína para os EUA.
  • Donald Trump recuou sobre tal acusação contra o chavista.
  • As acusações incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar em penas que variam de 20 anos de prisão a prisão perpétua.
  • Maduro nega todas as acusações e afirma ser inocente.

Principal razão para a captura de Maduro

Os eleitores foram questionados sobre qual teria sido a principal razão do presidente dos EUA, Donald Trump, para capturar Nicolás Maduro. A resposta mais citada foi “combater o narcotráfico”, apontada por 31% dos entrevistados.

Para 23%, o objetivo principal teria sido “restaurar a democracia” na Venezuela. Já 21% acreditam que a motivação foi “controlar o petróleo venezuelano”.

Uma parcela menor mencionou “reduzir a influência da China” (4%) ou diz que a decisão foi uma “combinação de todas” as razões apresentadas (6%). Outros 2% afirmaram que nenhuma das opções explica a ação, e 13% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro deste ano e ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. Os questionários foram realizados “face a face” em coleta domiciliar. O nível de confiança divulgado é de 95%, e a margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais.

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