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Brasil

General golpista ajudou a criar panfletos para convocar manifestações

Mário Fernandes é general da reserva e atuou como número dois da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro

23/11/2024 17:20, atualizado 23/11/2024 17:52
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Reprodução/ PF
Foto colorida de cartaz golpista - Metrópoles

O general da reserva Mário Fernandes ajudou a desenvolver panfletos e faixas para convocar manifestações golpistas em Brasília. O militar foi preso na terça-feira (19/11) pela Polícia Federal (PF) por tramar plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos diálogos obtidos pela PF, Mário Fernandes mostra o material de propaganda para o coronel George Hobert Oliveira Lisboa. Ambos atuaram no gabinete da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Ficou ótimo. Olha só, mais uma, só mais um acréscimo aí. Embaixo do 9 de novembro, no Brasília ali, 9 de novembro, alinhado com 09, você coloca assim: concentração no QG do Exército. Concentração no QG do Exército. Pode ser até pequenininho, não precisa ser grande como tá aí não, entendeu? Concentração no QG do Exército”, disse coronel George Hobert.

A coluna do Tácio Lorran , no Metrópoles, mostrou a relação de Mário e Hobert com os atos golpistas no Quartel General do Exército Brasileiro (QG) em Brasília.

Confira como eram os cartazes:

General golpista ajudou a criar panfletos para convocar manifestações - destaque galeria
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Generais de Bolsonaro compartilhavam cartazes golpistas
Militares que defendiam golpe militar se empenharam em atos
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Militares que defendiam golpe militar se empenharam em atos

Generais de Bolsonaro compartilhavam cartazes golpistas
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Generais de Bolsonaro compartilhavam cartazes golpistas

Reprodução/ PF

Mário Fernandes parabenizou o trabalho realizado para confecção do panfleto e depois passou a conversar com o coronel a respeito de faixas para serem utilizadas nas manifestações com os seguintes dizeres: “liberdade sim, censura não”, “respeito à Constituição, contagem pública dos votos”, “SOS Forças Armadas”, “não à ditadura do Judiciário”.

A PF enviou ao STF encaminhou o inquérito que investiga o envolvimento de militares em uma trama golpista para manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. Os suspeitos são contra o resultado das urnas eletrônicas que deram a vitória a Lula.