Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis

Ajuste anunciado pela Petrobras começa a valer a partir desta sexta-feira (29/5); alta de 1,5% é impactada pelo subsídio do governo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis
1 de 1 Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O reajuste no preço da gasolina, fixado pela Petrobras, começa a valer a partir desta sexta-feira (29/5). O aumento, segundo anunciou a estatal, será de R$ 0,48 por litro, apesar disso, o preço nas refinarias aumentará apenas R$ 0,04 por litro, já que o subsídio do governo amortece R$ 0,44.

Ou seja, o preço da gasolina nas refinarias vai subir de R$ 2,57 para R$ 2,61, alta de 1,5%, no entanto, o aumento foi absorvido pela medida anunciada pelo governo, caso o contrário, o ajuste nas refinarias seria de 17,12%. 

Entenda a medida anunciada pelo governo

O decreto que prevê um subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina tem o objetivo de amortecer os efeitos da alta do preço do petróleo, motivada pela crise no Oriente Médio.

A medida integra um pacote anunciado pela equipe econômica para conter os preços dos combustíveis, em uma tentativa de segurar o aumento da inflação causado pela guerra. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o custo da subvenção da gasolina nas contas públicas será de R$ 1,2 bilhão por mês, totalizando R$ 2,4 bilhões nos dois meses em que ficar vigente.

A área técnica do governo afirma que as medidas não tem impacto primário, ou seja, não ampliam a dívida pública, já que estão sendo compensadas pela receita extraordinária com petróleo, vindas da arrecadação de impostos.


Entenda a crise no Oriente Médio

  • A crise no Irã teve início em fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra alvos militares e nucleares no Irã, alegando ameaça do programa nuclear iraniano;
  • O Irã retaliou com mísseis e drones contra Israel, bases americanas e aliados na região, espalhando a guerra para outros países do Oriente Médio;
  • O país restringiu o tráfego no estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global, elevando o risco para a economia mundial;
  • Apesar de tentativas de cessar-fogo e acordos, novos ataques continuam acontecendo, mostrando que a trégua é frágil e pode ruir a qualquer momento;
  • A guerra já dura meses, afeta o preço do petróleo, o comércio internacional e aumenta a tensão geopolítica em escala global.

Até então, a Petrobras havia reduzido o preço da gasolina, em janeiro, levando o valor médio nas refinarias à R$ 2,57, uma queda de R$ 0,14 por litro. Apesar disso, os efeitos dos reajustes não são sentidos pelos consumidores.

Uma das ações do governo para tentar diminuir os efeitos da guerra é justamente ampliar a fiscalização dos postos de combustíveis para verificar se existe algum aumento abusivo. No começo da guerra, por exemplo, houve reajuste imediato no preço dos combustíveis, antes mesmo de um anúncio oficial da Petrobras.

À época, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou duramente os donos de postos, afirmando que quem usou da situação para lucrar é altamente “oportunista”.

Segundo a Warren Investimentos, o novo anúncio da Petrobras terá impacto estimado de aproximadamente 0,42% na gasolina na bomba, com efeito de cerca de 2 bps no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), uma vez que a subvenção compensará grande parte do reajuste anunciado.

“A medida reduz significativamente o repasse potencial do choque de petróleo para a inflação de curto prazo, ao menos neste primeiro momento”, afirmou.

Apesar do alívio no curto prazo, analistas ponderam que o cenário segue incerto e depende diretamente da evolução do conflito no Oriente Médio e do comportamento do petróleo no mercado internacional.

Caso as cotações da commodity permaneçam elevadas por um período mais longo, a tendência é de aumento da pressão sobre os combustíveis, o que pode exigir novas medidas por parte do governo ou novos ajustes por parte da Petrobras.

Ainda assim, no momento, a combinação entre o subsídio e a política de preços da estatal deve limitar o impacto imediato ao consumidor, reduzindo o risco de uma aceleração mais forte da inflação nos próximos meses.

Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis - destaque galeria
4 imagens
Pacote de medidas do governo pretende controlar alta dos preços no Brasil
Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis - imagem 3
Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis - imagem 4
Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis
1 de 4

Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Pacote de medidas do governo pretende controlar alta dos preços no Brasil
2 de 4

Pacote de medidas do governo pretende controlar alta dos preços no Brasil

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis - imagem 3
3 de 4

Kebec Nogueira/Metrópoles @kebecfotografo
Alta da gasolina pressiona subsídio do governo sobre combustíveis - imagem 4
4 de 4

Kebec Nogueira/Metrópoles @kebecfotografo

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações