Fusão de PSDB e Podemos azeda. Aécio quer se aliar a MDB e Republicanos

Fusão era vista como saída para os tucanos sobreviverem politicamente a 2026, e federação com siglas maiores do Centrão é avaliada

atualizado

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A fusão do PSDB com o Podemos azedou e passou a ser tratada, por lideranças de ambos os partidos, como inviável. O deputado federal Aécio Neves (MG) afirmou que, diante da negativa, a ideia da sigla será federar com legendas maiores, como o MDB e o Republicanos, ou mesmo com o Solidariedade. Ex-presidente dos tucanos, o ex-senador José Aníbal afirmou que ainda é cedo para enterrar as tratativas.

De acordo com lideranças dos dois partidos, houve impasse sobre o comando da nova sigla. A presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), queria quatro anos na presidência, e depois revezamento no comando da legenda. Os tucanos não aceitaram a proposta e decidiram paralisar as conversas.

“Nós mantemos ainda uma ótima relação com o Podemos, com a sua presidente Renata Abreu, mas houve realmente um impasse em relação à governança. (…) Estamos avançando em tratativas sobre federação com outros partidos, como o Republicanos, o MDB e o Solidariedade”, afirmou Aécio Neves, que faz parte da executiva e comanda o Instituto Teotônio Vilela (ITV).

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Deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos
O Podemos é comandado pela deputada federal Renata Abreu
A trajetória do PSDB não apenas sublinha uma crise interna profunda, mas praticamente decreta o fim da relevância do partido no cenário político nacional.
O deputado Aécio Neves
Executiva do PSDB (ao centro Aécio Neves e Marconi Perillo) na convenção que autorizou fusão com o Podemos.
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Executiva do PSDB (ao centro Aécio Neves e Marconi Perillo) na convenção que autorizou fusão com o Podemos.

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Deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos
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Deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos

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O Podemos é comandado pela deputada federal Renata Abreu
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O Podemos é comandado pela deputada federal Renata Abreu

Danilo Martins/Podemos
A trajetória do PSDB não apenas sublinha uma crise interna profunda, mas praticamente decreta o fim da relevância do partido no cenário político nacional.
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A trajetória do PSDB não apenas sublinha uma crise interna profunda, mas praticamente decreta o fim da relevância do partido no cenário político nacional.

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O deputado Aécio Neves
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O deputado Aécio Neves

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Fusão ou encolhimento do partido

A fusão com o Podemos era vista como uma saída para impedir que o PSDB encolha ainda mais nas eleições de 2026, diante do recrudescimento da nova direita em torno do PL, e da formação de super partidos do Centrão. PP e União Brasil, por exemplo, oficializaram, recentemente, uma federação e terão a maior bancada na Câmara e 3ª do Senado.

MDB e Republicanos, diante desse cenário, também iniciaram conversas para federação. Nesse modelo de aliança, os partidos passam a funcionar como um só, durante um período mínimo de quatro anos, somando fundo eleitoral e votos em votações proporcionais, o que facilita a eleição de maiores bancadas para a Câmara dos Deputados e demais cargos legislativos locais.

Segundo Aécio, o recuo com o Podemos pode não ser um ponto final. “Nada impede que nós retomemos um pouco mais à frente as conversas, já não mais para incorporação, mas até mesmo para uma federação onde cada partido mantém a sua autonomia administrativa. O projeto PSDB continua sendo se fortalecer para construir um caminho ao centro para o Brasil, uma alternativa a esses dois extremos que aí estão”, completou.

Presidente do PSDB cita divergências

Oficialmente, a fusão entre os partidos se daria por meio de uma incorporação. Ou seja, o Podemos seria absorvido pelo PSDB, pelo menos juridicamente. Extraoficialmente, o acordo era tratado como uma fusão de fato, uma vez que haveria mudança no comando da nova sigla, nova redação do estatuto e até cogitou-se trocar o tradicional 45 por outro número na urna.

O presidente do PSDB, Marconi Perillo, comentou: “A ideia de uma fusão ou incorporação entre PSDB e Podemos neste momento está suspensa por conta de divergências relacionadas ao comando da nova legenda. Por outro lado, seguimos insistindo na ideia de construir uma plataforma política que agrupe o Centro Democrático e apresente ao país uma alternativa de poder”.

PSDB com MDB ou Republicanos

A ideia de fazer uma aliança com os partidos grandes do Centrão surgiu após a baixa performance dos tucanos nas eleições municipais de 2024. Mas uma aliança com o MDB, Republicanos ou PSD, que possuem grandes bancadas no Congresso, além de prefeitos e governadores, era vista como uma medida extrema. Ela significaria que o diminuto PSDB seria engolido na correlação de forças com os novos aliados.

Até a fusão com o Podemos, lideranças tucanas consideravam uma federação com o Solidariedade ou o PDT. Mas logo viram que isso solucionaria o problema da sigla, que quer acesso a um fundo partidário maior e a chance de eleger maiores bancadas de deputados e senadores no Congresso.

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