"Fraudes com voto impresso foram derrotadas", diz Barroso
O ministro do TSE deixa a presidência da Corte Eleitoral em 22 de fevereiro, quando o ministro Fachin assume o posto

Um dia após o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltar a questionar a segurança das urnas eletrônicas, o ministro Luís Roberto Barroso fez um balanço sobre sua gestão à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos últimos dois anos. Em seu discurso, Barroso enalteceu a segurança das urnas e afirmou que o levantamento sobre o retorno do voto impresso seria um retrocesso.
“A volta do voto impresso seria solução inadequada para um problema inexistente”, afirmou. De acordo com o ministro, o voto eletrônico no Brasil é seguro e auditável.
“Derrotamos o passado de fraudes que ocorriam com o voto impresso. As urnas não têm ligação com a internet, não estão sujeitas a uma invasão de hackers. O sistema é auditável e transparente. A discussão requentada do assunto só tem por objetivo tumultuar as eleições” ressaltou Barroso, cinco dias antes de passar o cargo para o ministro Edson Fachin.

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Ver todasAo citar o voto impresso nos Estados Unidos e o questionamento de fraudes feito até os dias atuais por Donald Trump, Barroso ressaltou que as eleições ocorreram, são legítimas e o novo presidente norte-americano, Joe Biden, continua a exercer o mandato. Ele concluiu que, de fato, no sistema eleitoral o que não há é “remédio na farmacologia jurídica para maus perdedores”, disse.
Desvio de foco
Barroso ainda ressaltou que, nos últimos anos, a volta da discussão sobre o “retrocesso do voto impresso, nos desviaram de fatos importantes a serem discutidos”. Ele citou a ampliação da participação das mulheres em cargos eletivos e as eleições para as câmaras que ainda precisam avançar. “Conseguimos muitas coisas, mas não todas que desejávamos. Em tema civilizatório, devemos almejar muito”, disse.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO ministro apresentou, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira, o balanço das atividades realizadas durante os quase dois anos à frente da presidência TSE.
Além dos problemas enfrentados, Barroso destacou as principais ações desse período. O ministro citou o combate à desinformação, a realização de eleições durante a pandemia de Covid-19, a abertura do Ciclo Eleitoral de 2022, a aquisição do novo modelo de urnas eletrônicas e a sexta edição do Teste Público de Segurança (TPS) do Sistema Eletrônico de Votação.
Posse
Os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, eleitos presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomarão posse na próxima terça-feira (22). A cerimônia marcará a despedida do ministro Barroso.



