Flávio Bolsonaro busca reforçar laços com trumpismo nos EUA após caso Dark Horse
Senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, filho mais velho de Jair Bolsonaro tem agendas nos EUA nesta semana
atualizado
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou nos Estados Unidos nesta semana com a intenção de se reunir com o presidente norte-americano, Donald Trump. A visita ocorre em um momento em que o pré-candidato ao Palácio do Planalto vive o pior momento da pré-campanha eleitoral.
Em 13 de maio, áudios do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro virem à tona. Nas mensagens, Flávio Bolsonaro cobra dinheiro do dono do Banco Master que seria usado para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia sobre ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Com a viagem aos EUA, analistas avaliam que o senador busca reforçar laços com o trumpismo, que tem forte ligação com o movimento bolsonarista. A visita a Washington ocorre ainda em um momento que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colhe frutos da “química” com Trump, após um encontro de quase três horas entre os dois presidentes no início deste mês.
A expectativa é que Flávio e Trump se encontrem nesta terça-feira (26/5). No entanto, ainda não há qualquer confirmação oficial por parte da Casa Branca sobre a agenda com o senador brasileiro.
Viagem de Flávio aos EUA
- Flávio Bolsonaro anunciou que fará uma visita aos Estados Unidos para se reunir com o presidente Donald Trump. Ainda de acordo com o parlamentar, o interesse na visita teria partido da própria Casa Branca.
- O anúncio não foi bem recebido pelo governo Lula. Por outro lado, membros do governo consultados pelo Metrópoles avaliam que é preciso cautela em relação ao possível encontro — que também é visto com desconfiança nos bastidores, já que não houve um comunicado oficial sobre a visita.
- A visita causou estranhamento pois rompe com os bons costumes das relações internacionais, onde o comum é que membros de outros países se reúnam com seus homólogos, ou seja, representantes de postos equivalentes.
- Apesar disso, o Palácio do Planalto e o Palácio do Itamaraty não devem atuar para tentar impedir o encontro ou passar uma mensagem de insatisfação com a visita.
Laços com o Trumpismo
O bolsonarismo tem se associado ao presidente Donald Trump desde o primeiro mandato do republicano. Durante a gestão Jair Bolsonaro (PL), o ex-mandatário alinhou a política externa a do norte-americano e buscou estabelecer uma relação de maior proximidade com o republicano.
Após o retorno de Trump à Casa Branca, a relação entre os dois movimentos políticos passou a ser costurada pelos herdeiros de Bolsonaro, sobretudo o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), que mora nos Estados Unidos.
O ex-parlamentar estabeleceu uma relação com autoridades da gestão Trump, e é apontado como um dos principais articuladores contra o governo Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo é visto ainda como um dos responsáveis pela articulação que culminou na aplicação do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, além das sanções impostas a autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Nessa segunda-feira, Eduardo e Flávio se encontraram em Washington. O Metrópoles noticiou, na coluna Igor Gadelha, que os irmãos se reuniram em um hotel e se prepararam para a reunião com Trump.
Além de Trump, Flávio deve ter reuniões com outros membros do governo americano. Segundo aliados, estão previstas conversas com membros do Departamento de Estado.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto vê a vista como uma estratégia para tentar conter os prejuízos causados pela revelação da relação entre o senador e Daniel Vorcaro.
Mote eleitoral
Ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos pode se tornar um mote eleitoral para Flávio Bolsonaro, que vive uma crise na pré-campanha. O senador viajou para Washington com o objetivo de conseguir uma foto ao lado de Trump e deixar para trás o revés dos últimos dias.
No entanto, a possibilidade do encontro com Trump não se concretizar preocupa os aliados de Flávio.
Nos últimos dias, o presidente dos EUA tem focado na construção de um acordo de paz com o Irã. No último sábado (23/5), o republicano faltou o casamento do próprio filho para ficar em Washington e discutir as propostas.
O temor dos aliados de Flávio é de que a negociação com o Irã domine totalmente a agenda de Trump e leve a Casa Branca a desmarcar ou a adiar o encontro com o senador brasileiro.





