Flamengo: perícia mostra que incêndio em CT começou no ar-condicionado

Segundo o jornal O Globo, polícia do Rio levantou a causa durante apuração inicial. Tragédia vitimou 10 adolescentes da base do clube

LORANDO LABBE/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOLORANDO LABBE/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 11/02/2019 8:37

A perícia inicial da Polícia Civil do Rio de Janeiro constatou que o fogo no Centro de Treinamento do Flamengo começou após um curto-circuito no ar-condicionado do alojamento seis, onde estavam jogadores da categoria de base do clube. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo na noite deste domingo (10/2).

De acordo com o engenheiro civil e ex-conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) Antônio Eulálio Pedrosa Araújo, ouvido pela reportagem, todos os ares-condicionados estavam ligados em série e, aparentemente, sem um disjuntor para cada unidade – que seria responsável por desligar o aparelho quando houvesse sobrecarga.

Segundo a publicação, ainda está sendo avaliado o tipo de material utilizado para revestir o contêiner. A espuma que fica entre as chapas de aço da estrutura é que irá explicar o motivo de as chamas terem se propagado tão rapidamente na construção, ocasionando a morte dos atletas.

Tragédia
O incêndio que destruiu o CT do Flamengo e tirou a vida de 10 pessoas começou por volta das 5h de sexta-feira (8). O local foi completamente consumido pelo fogo. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, as chamas foram controladas cerca de quase três horas depois.

A tragédia do Flamengo sensibilizou outras equipes de futebol, o meio político, artistas, entidades sociais e a comunidade internacional. Corinthians, Fluminense, Vasco, Botafogo, Chapecoense, entre outros, se manifestaram a respeito da tragédia. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) também fizeram publicações se solidarizando com as famílias dos jovens atletas mortos no desastre.

Últimas notícias