Flamengo: investimentos contrastam com precariedade de área incendiada

Clube investe em altos salários e estrutura de luxo para time principal, enquanto a base estava em alojamento improvisado em contêineres

REGINALDO PIMENTA/RAW IMAGE/ESTADÃO CONTEÚDOREGINALDO PIMENTA/RAW IMAGE/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 09/02/2019 0:07

Um dos maiores clubes de futebol do Brasil, o Flamengo gastou mais de R$ 100 milhões até o terceiro trimestre de 2018 para trazer reforços e renovar contratos do seu elenco principal (veja infográfico).

Com seu novo Centro de Treinamento (galeria abaixo), o investimento total chegou a R$ 23 milhões (o custo mensal é de R$ 1,6 milhão).

Os 10 meninos, com idades entre 14 e 16 anos, que morreram no incêndio na madrugada dessa sexta-feira (8/2) não chegaram a usufruir do investimento no Ninho do Urubu. Ao contrário do time principal, que começou a usar a estrutura em janeiro, os jogadores da base rubro-negra ainda estavam no alojamento improvisado irregularmente dentro de contêineres, instalados em área de estacionamento.

Só mudariam para o CT antigo, onde a equipe principal treinava até janeiro, na próxima semana. O fogo pôs fim ao sonho dos 10 jovens e transformou o alojamento em cinzas e um amontado de ferro retorcido (foto em destaque). A pobreza do lugar onde dormia o futuro do Flamengo contrasta com os investimentos que um dos maiores clubes do mundo faz em seus boleiros.

Confira as negociações mais caras feitas pela diretoria da nação rubro-negra:

Guilherme Prímola/Metrópoles

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