Fiocruz assina termo para produção de 60 mi de doses da AstraZeneca

O laboratório firmou acordo com AstraZeneca para compra de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA)

atualizado 28/10/2021 15:04

Assinatura de termo de compromisso para aquisição de IFAFiocruz/Divulgação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a empresa AstraZeneca fecharam, nesta quinta-feira (28/10), um acordo para compra de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima para produção de vacinas contra a Covid-19.

De acordo com a instituição brasileira, o insumo garantirá a fabricação de 60 milhões de vacinas. As doses serão entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) entre os meses de janeiro e junho de 2022.

O acordo foi firmado na sede da empresa, em Cambridge, no Reino Unido. Durante a assinatura do termo, estavam presentes o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, o CEO global da AstraZeneca, Pascal Soriot, e o presidente da empresa no Brasil, Carlos Sánchez-Luis.

No próximo ano, a Fiocruz pretende entregar 120 milhões de vacinas da AstraZeneca ao Ministério da Saúde: 60 milhões serão feitos com IFA importado da empresa britânica. A outra metade das vacinas será fabricada com insumo 100% brasileiro, que está nas etapas finais de produção.

“A vacina da Fiocruz foi o principal imunizante utilizado no ano de 2021 e, agora, em 2022, nós vamos repetir a aposta”, disse o ministro Marcelo Queiroga durante a assinatura do termo de compromisso.

Produção do IFA nacional

A fabricação do insumo para produção 100% nacional de vacinas teve início em junho deste ano e está nas etapas finais. No entanto, a produção dos imunizantes com o ingrediente ficará para o fim do ano.

A matéria-prima já foi fabricada e seguiu para os laboratórios de controle de qualidade extremo, nos Estados Unidos. “Nesses laboratórios, as amostras enviadas passarão por um processo complexo de testagens, que envolve 14 testes adicionais aos realizados no Brasil, sendo o mais longo deles com duração de 56 dias”, informou a Fiocruz.

Em novembro, a fundação pretende submeter o pedido de alteração de registro da vacina à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Somente após o deferimento da Anvisa, será possível disponibilizar vacinas nacionais ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde”, concluiu a organização.

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