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Brasil

Filhos de Bolsonaro querem anistia ampla, mas aliados são pessimistas

Parlamentares da ala do PL analisam que os filhos do ex-presidente estão partindo para o “tudo ou nada”

28/11/2025 02:00, atualizado 28/11/2025 06:39
Igo Estrela/Metrópoles
Foto colorida mostra Eduardo e Flávio Bolsonaro - Metrópoles

Caciques do Partido Liberal (PL) começam a apostar na votação do PL da dosimetria apresentado pelo relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), ao invés da anistia. Alguns aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entendem que é o mais adequado para o momento.

Entretanto, os filhos do ex-mandatário, em especial o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), visto pela base bolsonarista como alguém que mais atrapalha, se recusam a aceitar a votação de qualquer outro texto que não garanta anistia ampla, geral e irrestrita para presos por participação nos atos antidemocráticos e financiadores do 8 de Janeiro.

Segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, o texto seria colocado em pauta facilmente e passaria, diante da crise instalada entre Planalto e Congresso nos últimos dias. Ainda segundo parte da base do ex-chefe do Executivo, o texto seria suficiente para “aliviar” as coisas neste momento.

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Flávio Bolsonaro é senador
Deputado federal Eduardo Bolsonaro
Eduardo e Jair Bolsonaro
Do ferro na tornozeleira à prisão definitiva: a semana de Bolsonaro
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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Flávio Bolsonaro é senador
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Deputado federal Eduardo Bolsonaro
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Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Ao Metrópoles um parlamentar com bom trânsito na família Bolsonaro garantiu que a ideia dos filhos do ex-presidente é partir para o “tudo ou nada”, o que pode acabar prejudicando o próprio pai.

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Se a proposta de anistia prevê o perdão total aos presos, a dosimetria sugere apenas penas mais brandas, o que não garantiria liberdade imediata a Bolsonaro, mas privilegiaria o ex-chefe do Planalto, condenado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão, devido a redução de penas.

Segundo interlocutores do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ele já teria, inclusive, alertado aos bolsonaristas que não há clima para que a anistia seja votada agora. Além disso, o comandante da Câmara teria feito uma consulta aos líderes para confirmar que, ainda que o texto seja pautado, ele não seria aprovado.

Prisão de Bolsonaro agrava pressão por votação

Após a prisão de Bolsonaro no último sábado (22/11), a oposição intensificou a pressão sobre o presidente da Casa Baixa para que a anistia seja pautada. Porém, Motta sugeriu que, ao invés disso, o PL da dosimetria seja pautado, segundo aliados.

A questão é que a forma como se deu a prisão, após a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica, acabou gerando desgastes para a imagem do ex-presidente. Líderes do centrão não querem atrair para si esse aspecto negativo.