Filho de tesoureiro do PT diz que “pai evitou o pior antes de morrer”

Leonardo Arruda, de 26 anos, contou como o bolsonarista José Guaranho entrou na festa de seu pai disposto a matar as pessoas

atualizado 10/07/2022 17:19

O vendedor Leonardo Arruda, filho do guarda municipal Marcelo Arruda, filiado ao PT, morto quanto participava de sua festa de aniversário de 50 anos, disse que o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho invadiu a festa dizendo que mataria todos os petistas que estavam no local.

“O bolsonarista apareceu do nada. Ninguém o conhecia. Ele gritava que ia matar todos os petistas, gritava palavras de ordem e ‘aqui é Bolsonaro’. Ele chegou a apontar a arma pela primeira vez para o meu pai. A esposa dele tentou evitar que ele fizesse um primeiro disparo. Ele prometeu que ia voltar, e voltou logo depois, já atirando. Ele acertou três tiros no meu pai. Pelo ódio dele, parecia que ia matar todo mundo. Mas meu pai conseguiu evitar o pior, antes de morrer”, disse, em entrevista ao jornal O Globo,.

“O ambiente estava maravilhoso. O tema era sobre o PT, partido que ele se identifica, que ele gosta. Nós vivemos num país democrático e devia ser assim”, lamentou o vendedor. A decoração da festa fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Marcelo Arruda deixa quatro filhos. “A pessoa estava tomada pelo ódio. Não pensa na família dele, nem na minha. Ele matou enquanto gritava ‘aqui é Bolsonaro, aqui é mito’. Estamos todos muito apavorados”, acrescentou Leonardo Arruda.

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