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Brasil

Filhas de juíza morta a facadas pelo ex-marido vão ficar com a avó materna

Viviane Arronenzi foi assassinada na véspera de Natal, em frente às três filhas do casal. O suspeito está em prisão preventiva

26/12/2020 17:43, atualizado 26/12/2020 18:06
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Reprodução/Instagram
Viviane Vieira do Amaral Arronenzi

O presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), Felipe Gonçalves, revelou que a guarda das três filhas da juíza Viviane Vieira Arronenzi, assassinada a facadas pelo ex-marido, o engenheiro Paulo Arronenzi, vai ficar com a avó materna. Pontuou ainda que o alvará foi expedido pelo plantão judiciário de Niterói.

Gonçalves disse que a Amaerj presta assistência aos familiares da vítima. “A guarda foi deferida ontem pelo plantão de Niterói para a avó, e nós prestaremos todo apoio emocional, bem como jurídico. Nós colocaremos à disposição da família o advogado da Amaerj para atuar como assistente de acusação.”

Gonçalves, que esteve no enterro da juíza, contou que as filhas de Viviane estão muito abaladas com a morte da mãe. Elas não compareceram ao velório.

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Assassinato ocorreu em área nobre do Rio
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Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos
Vídeo mostra filhas gritando para pai não matar juíza: "Por favor, para!"
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Assassinato ocorreu em área nobre do Rio

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Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos
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Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos

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Entenda

Viviane foi morta pelo ex-companheiro na Avenida Rachel de Queiroz, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O crime ocorreu quando a juíza foi deixar as meninas com o pai para passar a noite de Natal. A mulher morreu no local. Preso em flagrante, o feminicida foi levado à Divisão de Homicídios (DH).

A juíza chegou a ter, por um tempo, escolta feita por seis homens armados – eles acompanhavam Viviane durante todo o dia em dois carros. O objetivo era protegê-la do ex-marido, que já havia ameaçado e agredido a vítima. Eles foram casados entre 2009 e 2020. No entanto, Viviane Arronenzi dispensou a segurança após pedido das filhas, que lhe disseram que o pai “não era bandido”.

Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado pelo jornal O Globo, Viviane morreu após 16 cortes e perfurações à faca, a maioria no rosto.

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