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Brasil

Juíza foi morta por ex-marido com 16 facadas, a maioria no rosto, diz laudo

Viviane Arronenzi foi assassinada na véspera de Natal, em frente às três filhas do casal. Suspeito está preso

26/12/2020 14:46, atualizado 15/06/2021 13:08
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Reprodução/Instagram
Viviane Vieira do Amaral Arronenzi

A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi morreu após 16 cortes e perfurações à faca, sendo 10 no rosto, segundo laudo do Instituto Médico Legal do Rio (IML) acessado pelo jornal O Globo. A vítima foi morta na véspera do Natal (24/12) pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, em frente às três filhas do casal.

Parte dos cortes atingiu a mão esquerda de Viviane Arronenzi, quando ela tentou se proteger dos golpes.

Viviane foi morta pelo ex-companheiro na Avenida Rachel de Queiroz, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O crime ocorreu quando a juíza foi deixar as meninas com o pai para passar a noite de Natal. A mulher morreu no local. O feminicida foi preso em flagrante e, logo depois, levado à Divisão de Homicídios (DH).

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Assassinato ocorreu em área nobre do Rio
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Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos
Vídeo mostra filhas gritando para pai não matar juíza: "Por favor, para!"
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Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos

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A juíza chegou a ter, por um tempo, escolta feita por seis homens armados – eles acompanhavam Viviane durante todo o dia em dois carros. O objetivo era protegê-la do ex-marido, que já havia ameaçado e agredido a vítima. Eles foram casados entre 2009 e 2020. No entanto, Viviane Arronenzi dispensou a segurança após pedido das filhas, que lhe disseram que o pai “não era bandido”.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou nota pública sobre o assassinato da juíza.

Na publicação, a AMB alega que o feminicídio é “endêmico no Brasil e precisa ser tratado como caso de Saúde, de Direitos Humanos e também de Segurança Pública”.

“Os magistrados apoiam a mobilização da sociedade contra esta chaga, por isso, colocamos em prática a campanha ‘Sinal Vermelho’, lançada em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo fim de todas as formas de intimidação e agressão contra mulheres”, diz a publicação, assinada pela presidente da AMB, Renata Gil.

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