Fiemg vê “cenário incerto” para o Brasil após tarifaço de Trump ser derrubado

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, alertou para a possibilidade de reação do governo dos EUA após a decisão da Suprema Corte

atualizado

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1 de 1 Foto colorida do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe - Metrópoles - Foto: FIEMG

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) divulgou, nesta sexta-feira (20/2), uma nota em que afirma acompanhar com “atenção” a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump.

De acordo com a entidade, o entendimento da Corte não elimina todas as restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos e, por isso, há um “cenário incerto” na indústria.

A entidade também alerta para a possibilidade de reação do governo norte-americano, inclusive com novas medidas executivas.

Para Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, o setor produtivo precisa de previsibilidade para planejamento e investimentos.

“Seguiremos atentos e defendendo condições equilibradas para a indústria mineira no comércio internacional”, afirmou Roscoe.

No comunicado, a Fiemg reforça que tem defendido o diálogo entre os países como solução para controvérsias comerciais e que seguirá atuando em defesa da competitividade da indústria mineira.

O que está acontecendo

A Suprema Corte dos EUA derrubou, nesta sexta-feira (20/2), as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump. A decisão trata das chamadas “taxas recíprocas”, adotadas em abril de 2025 como parte da estratégia comercial do republicano.

Por 6 votos a 3, os ministros analisaram uma ação movida por empresas afetadas pelas medidas e por 12 estados norte-americanos e concluíram que a lei federal de 1977, criada para situações de emergência, não oferece respaldo jurídico para a maior parte das tarifas impostas por Trump a diversos países, entre eles o Brasil.

Ao justificar o entendimento, a Corte afirmou que a legislação norte-americana concede ao Executivo poder para “regular” setores e atividades, mas não autoriza a criação de tributos sem a aprovação do Congresso.

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