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Brasil

Ferrari e Rolls-Royce: PF apreende carrões em operação no INSS

As investigações, segundo o diretor-geral da PF, estão em fase inicial. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão

23/04/2025 13:33, atualizado 23/04/2025 15:23
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PF/Divulgação
Imagem colorida de carros e motos apreendidas pela PF na operação que investiga fraude no INSS - Metrópoles

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos, afirmou que as investigações sobre cobranças indevidas feitas por entidades em contas de aposentados e pensionistas estão na fase inicial. Até o momento, no entanto, a megaoperação desta quarta-feira (23/4) resultou na apreensão de carros de luxo utilizados pelos investigados.

O esquema, revelado pelo Metrópoles, resultou no cumprimento de 211 mandados de busca e apreensão e outros seis de prisão no Distrito Federal e em 13 estados.

“De maneira inicial, é o começo da investigação, conseguimos esse mapeamento. Tanto que hoje, com um único alvo, foram apreendidos vários carros, Ferrari, Rolls-Royce, avaliados em mais de R$ 15 milhões; mais de US$ 220 mil com outro; e US$ 150 mil com outro [investigado] […] Isso, por si só, aponta a gravidade daquilo que estamos falando e o tiro certo que demos nessa investigação”, ressaltou Andrei.

Também foram apreendidas motocicletas. Veja:

Ferrari e Rolls-Royce: PF apreende carrões em operação no INSS - destaque galeria
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Alguns veículos são avaliados em mais de R$ 15 milhões
PF apreendeu um Rolls-Royce
PF também apreendeu motocicletas de luxo
PF apreendeu carros de luxo e dólares em operação sobre fraude no INSS
PF apreendeu veículos como Ferrari e Rolls-Royce
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PF apreendeu veículos como Ferrari e Rolls-Royce

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Alguns veículos são avaliados em mais de R$ 15 milhões
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Alguns veículos são avaliados em mais de R$ 15 milhões

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PF apreendeu um Rolls-Royce
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PF apreendeu um Rolls-Royce

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PF também apreendeu motocicletas de luxo
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PF também apreendeu motocicletas de luxo

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PF apreendeu carros de luxo e dólares em operação sobre fraude no INSS
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PF apreendeu carros de luxo e dólares em operação sobre fraude no INSS

PF/Divulgação

As investigações da PF miram pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos suspeitos de envolvimento nas cobranças indevidas. Segundo a corporação, as entidades teriam promovido cobranças que somam R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024.

O resultado da megaoperação acabou afastando, por ordem judicial, o diretor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, e outros quatro funcionários da cúpula do órgão. São eles:

  • o procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho;
  • o coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente do INSS, Giovani Batista Fassarella Spiecker;
  • o diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão, Vanderlei Barbosa dos Santos; e
  • o coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios do INSS, Jacimar Fonseca da Silva.

A informação foi repassada durante uma coletiva de imprensa realizada poucas horas depois da deflagração da operação pela PF.

Participam da entrevista, além de Lewandowski, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho; e o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Operação

A operação, batizada de Sem Desconto, foi deflagrada na manhã desta quarta para avançar nas investigações sobre cobranças indevidas feitas por entidades em contas de pensionistas e aposentados do INSS.

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O argumento da cobrança era sobre vantagens em serviços como plano de saúde, seguro e auxílio-funeral
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais
Inscrições para concurso da PF vão até 21/5; salário chega a R$ 11 mil
A investigação tem como alvos pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos investigados por cobranças indevidas
Como mostrou o Metrópoles em uma série de reportagens, essas entidades tinham convênio com o INSS para sobrar mensalidade associativas de aposentados
Foto da operação da PF, com a CGU, contra descontos irregulares no INSS
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Foto da operação da PF, com a CGU, contra descontos irregulares no INSS

MICHAEL MELO/METRÓPOLES
O argumento da cobrança era sobre vantagens em serviços como plano de saúde, seguro e auxílio-funeral
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O argumento da cobrança era sobre vantagens em serviços como plano de saúde, seguro e auxílio-funeral

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Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais
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Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais

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Inscrições para concurso da PF vão até 21/5; salário chega a R$ 11 mil
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Inscrições para concurso da PF vão até 21/5; salário chega a R$ 11 mil

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A investigação tem como alvos pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos investigados por cobranças indevidas
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A investigação tem como alvos pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos investigados por cobranças indevidas

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Como mostrou o Metrópoles em uma série de reportagens, essas entidades tinham convênio com o INSS para sobrar mensalidade associativas de aposentados
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Como mostrou o Metrópoles em uma série de reportagens, essas entidades tinham convênio com o INSS para sobrar mensalidade associativas de aposentados

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Esse tipo de cobrança irregular se iniciou no governo de Jair Bolsonaro (PL), com a autorização de vários convênios com entidades, e perdurou no início do governo Lula (PT)
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Esse tipo de cobrança irregular se iniciou no governo de Jair Bolsonaro (PL), com a autorização de vários convênios com entidades, e perdurou no início do governo Lula (PT)

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A sede do INSS em Brasília e servidores da atual direção são alvo da operação. Também são cumpridos ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e o afastamento de seis servidores
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A sede do INSS em Brasília e servidores da atual direção são alvo da operação. Também são cumpridos ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e o afastamento de seis servidores

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A sede do INSS em Brasília e os servidores da atual direção são alvo da operação. Também são cumpridos ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e afastamento de seis servidores. O caso foi revelado pelo Metrópoles, na coluna Fabio Serapião.

A PF também mapeou empresas de fachada que receberam milhões provenientes de desvios relacionados à cobrança indevida de descontos de mensalidades associativas de beneficiários.

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