Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Fabio Serapião

Presidente do INSS é afastado do cargo após megaoperação da PF

Alessandro Stefanutto é um dos alvos de megaoperação que apura descontos irregulares de pensões e aposentadorias por entidades

23/04/2025 08:31, atualizado 23/04/2025 12:19
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
Alessandro Stefanutto, presidente do INSS

O atual presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto (foto em destaque), foi afastado do cargo no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (23/4).

O dirigente é um dos alvos da megaoperação que cumpre, nesta manhã, 211 mandados de busca e apreensão e outros 6 de prisão para avançar em uma investigação sobre cobranças indevidas feitas por entidades em contas de pensionistas e aposentados do INSS. O esquema foi revelado pelo Metrópoles.

A ação da PF é realizada em 13 estados e no Distrito Federal. Segundo a PF, o objetivo é “combater um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões”.

A apuração tem como alvo pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos investigados por cobranças indevidas.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

As entidades teriam feito cobranças que alcançaram R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024, segundo a PF.

Presidente do INSS é afastado do cargo após megaoperação da PF - destaque galeria
8 imagens
Presidente do INSS é afastado do cargo após megaoperação da PF - imagem 2
Os mandados são cumpridos por cerca 700 policiais e 80 servidores da CGU no Distrito Federal
A investigação tem como alvos pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos investigados por cobranças indevidas
As entidades teriam feito cobranças que alcançaram R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024, segundo a PF
PF deflagrou a Operação Sem Desconto em abril deste ano
A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília, na manhã desta quarta-feira (23/4)
1 de 8

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília, na manhã desta quarta-feira (23/4)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Presidente do INSS é afastado do cargo após megaoperação da PF - imagem 2
2 de 8

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Os mandados são cumpridos por cerca 700 policiais e 80 servidores da CGU no Distrito Federal
3 de 8

Os mandados são cumpridos por cerca 700 policiais e 80 servidores da CGU no Distrito Federal

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A investigação tem como alvos pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos investigados por cobranças indevidas
4 de 8

A investigação tem como alvos pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos investigados por cobranças indevidas

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
As entidades teriam feito cobranças que alcançaram R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024, segundo a PF
5 de 8

As entidades teriam feito cobranças que alcançaram R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024, segundo a PF

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
PF deflagrou a Operação Sem Desconto em abril deste ano
6 de 8

PF deflagrou a Operação Sem Desconto em abril deste ano

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Segundo a PF, o objetivo é “combater um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões”
7 de 8

Segundo a PF, o objetivo é “combater um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões”

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
=
8 de 8

=

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Sequestro de bens e servidores afastados

A sede do INSS em Brasília e os servidores da atual direção são alvo da operação. Também são cumpridos ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e afastamento de seis servidores.

Como mostrou o Metrópoles em uma série de reportagens, essas entidades tinham convênio com o INSS para cobrar mensalidade associativas de aposentados.

Essa cobrança se dava por meio de desconto direto na folha de pagamento da aposentadoria. O argumento da cobrança eram vantagens em determinados serviços, como plano de saúde, seguro e auxílio-funeral.

As cobranças, no entanto, não eram autorizadas pelos pensionistas, que acionaram a Justiça após perceberem os débitos em suas aposentadorias.

Esse tipo de cobrança irregular se iniciou no governo de Jair Bolsonaro (PL), com a autorização de vários convênios com entidades, e perdurou no início do governo Lula (PT).

Sob Lula, após a publicação das reportagens pelo Metrópoles, o diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis, foi demitido.