Exame de DNA prova que bebês de Trindade foram trocados em hospital

Os meninos nasceram em 9 de julho. No mesmo dia, 16 mulheres deram à luz na mesma maternidade

Andre Borges/Eps. MetrópolesAndre Borges/Eps. Metrópoles

atualizado 01/08/2019 19:58

Enviado especial a Trindade (GO) – Os exames de DNA confirmaram que Genésio Vieira, 43 anos, Pauliana Maciel, 27 anos, Murilo Lobo, 22, e Aline Alves, 20, tiveram os seus bebês trocados na maternidade do Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), município da Região Metropolitana de Goiânia.

Os testes, divulgados nesta quinta-feira (01/08/2019), confirmaram o parentesco entre as crianças e os casais. Com isso, foi descartada a hipótese de a falha envolver outros recém-nascidos.

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As famílias e os advogados divulgarão oficialmente o resultado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Trindade. Integrantes do Conselho Tutelar de Goiás acompanharão os casais, que já podem destrocar as crianças. Os meninos nasceram em 9 de julho. No mesmo dia, 16 mulheres deram à luz na mesma maternidade.

André Fernandes, chefe da 16ª Delegacia Regional de Trindade, onde está alocada a DPCA, explicou que, como uma das crianças já havia sido registrada, os pais terão que pedir judicialmente o cancelamento do documento. “A destroca já está autorizada. A convivência entre as famílias vai facilitar e está ajudando muito na resolução do problema”, comemorou.

Investigações continuam
As investigações continuam, de acordo com a chefe da DPCA, delegada Renata Vieira, que conduziu a apuração. “As mães serão ouvidas novamente. Não temos dúvidas de que a troca ocorreu no hospital. O que queremos saber é quem a efetuou”, adiantou.

Uma técnica em enfermagem do berçário do Hutrin é investigada como possível responsável pela troca. Ela não teve o nome divulgado. Segundo os investigadores, ela negou qualquer falha no atendimento de Pauliana e Aline.

Para a polícia, os bebês estavam identificados corretamente. “O bebê da Aline estava com a pulseira em nome de Aline, e o de Pauliana estava devidamente identificado com o nome dela. O que houve foi que eles foram entregues para as mães erradas”, explica Renata.

A confusão, de acordo com as investigações, pode ter começado quando Pauliana foi para o centro cirúrgico no lugar de Aline. “A polícia acredita que, como houve a entrada da Pauliana no centro cirúrgico, e posteriormente ela voltou para o quarto, a técnica já estava esperando com a roupa do bebê de Pauliana, que na verdade era a criança de Aline”, detalha.

Sindicância no hospital
Segundo o porta-voz do Hutrin, Hemiltom Prateado, o hospital investigou preliminarmente e fez uma mudança de protocolo. Uma sindicância foi aberta e a apuração está em curso, por isso ainda não é possível detalhar o que ocorreu naquele dia. Contudo, de acordo com Prateado, a unidade de saúde acredita que a troca tenha ocorrido somente entre os dois bebês.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, responsável pelo Hutrin, destacou que cobrará esclarecimentos da organização social que gere o hospital. “O contrato de gestão tem metas de produção e qualidade a serem atendidas. Entendemos que o ocorrido afeta a segurança e a qualidade dos processos assistenciais da unidade”, finaliza o texto.

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