EUA: após sanções, Lula diz que Brasil não existiria “sem soberania”

Presidente Lula fez publicação no X e voltou a defender a soberania do Brasil um dia após a ofensiva do governo de Donald Trump

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Lula
1 de 1 Lula - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Um dia após o governo de Donald Trump oficializar as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi às redes sociais para reafirmar a soberania brasileira.

Em publicação no X, o chefe do Planalto compartilhou o artigo 1º da Constituição Federal, que trata dos princípios fundamentais da República, e afirmou:

“Sem soberania, o Brasil não existiria. Foi ela que nos trouxe liberdade e independência. E é ela que aparece em primeiro lugar em nossa Constituição, entre os demais princípios fundamentais. Soberania é a autoridade que um povo tem sobre seu próprio destino. É a capacidade de um país decidir seus rumos, proteger seus recursos, cuidar de seu território e defender seus interesses diante do mundo. Soberania é, para nós, o direito de construir uma sociedade livre, justa e solidária”, escreveu o presidente.

Na sequência, Lula também destacou que a “soberania deve ser acompanhada pela cooperação internacional”. “O mundo enfrenta desafios que nenhuma nação vencerá sozinha, como a fome e a mudança do clima. Desafios comuns exigem ações compartilhadas. Por isso, atuamos para fortalecer o multilateralismo”, complementou.


Tarifaço e sanção a Moraes

  • Na quarta, Trump assinou a ordem executiva que oficializou a tarifa de 50% contra produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos.
  • Apesar disso, o líder norte-americano deixou quase 700 produtos fora da lista de itens afetados pela tarifa extra de 40%. Entre eles, suco de laranja, aeronaves, castanhas, petróleo e minérios de ferro.
  • Os produtos isentos serão afetados apenas com taxa de 10%, anunciada anteriormente. A previsão é que a nova tarifa entre em vigor em 6 de agosto.
  • Paralelamente a isso, o governo norte-americano anunciou sanções ao ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky.
  • A medida prevê restrições econômicas aos sancionados, como o congelamento de bens e contas bancárias em solo ou instituições norte-americanas.
  • Na justificativa, o governo Trump acusa o magistrado de usar o cargo para “autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nessa quarta-feira (30/7), após a ofensiva de Trump contra o Brasil, Lula convocou reunião de emergência com ministros e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que lidera as ações do governo brasileiro ante o tarifaço.

Após a conversa, foi divulgada nota assinada pelo chefe do Executivo em que o petista presta solidariedade a Moraes e classifica a medida do governo norte-americano como “inaceitável”. O presidente e auxiliares discutem, a partir desta quinta, as ações em resposta ao tarifaço de Trump.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, na manhã desta quinta, que as negociações com a Casa Branca continuarão, e o governo brasileiro vai lançar plano de contingência para apoiar setores da indústria e garantir a manutenção de empregos no Brasil.

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