Estradas brasileiras: pontos críticos aumentaram 75% em dois anos

Na avaliação da CNT, os problemas aumentam em 28,5% o custo operacional dos transportadores. Mais de 108 mil km foram monitorados

Toninho Tavares/Agência BrasíliaToninho Tavares/Agência Brasília

atualizado 22/10/2019 14:57

Os pontos críticos nas rodovias brasileiras aumentaram em 75,6% entre 2018 e 2019. O panorama está na mais recente Pesquisa CNT de Rodovias, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento divulgado nesta terça-feira (22/10/2019) mostra que 797 pontos críticos nas estradas, ante 454 no ano passado.

Na avaliação da entidade, os problemas aumentam em 28,5% o custo operacional dos transportadores, o que puxa para cima o valor de produtos. A entidade avaliou 108 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais pavimentadas.

O presidente da CNT, Vander Costa, cobra investimento para que seja possível manter e expandir a malha rodoviária brasileira, garantindo a qualidade do tráfego de veículos. “É urgente a necessidade de ampliar os recursos para as rodovias brasileiras e melhorar a aplicação do orçamento disponível”, afirmou.

Segundo Vander Costa, a priorização do setor nas políticas públicas e a maior eficiência na gestão são imprescindíveis para reduzir os problemas nas rodovias e aumentar a segurança no transporte.

De acordo com a CNT, falhas ligadas ao pavimento afetam mais da metade das rodovias brasileiras, acometendo 52,4% das estradas. A sinalização é problema em 48,1%. Falta acostamento em 45,5% dos trechos avaliados. Nos locais com curvas perigosas, em 41,7% não há acostamento.

Investimentos em ritmo baixo
Cálculos da CNT mostram que o governo investiu 63,2% do total previsto para este ano. A infraestrutura rodoviária feita pelo governo federal foi orçada em R$ 7,57 bilhões. Até setembro, foram utilizados R$ 4,78 bilhões.

Entre os alertas feito pela pesquisa, está o custo dos acidentes e a penalização ao meio ambiente. Segundo o levantamento, o prejuízo foi de R$ 9,73 bilhões em 2018. No mesmo período, o governo gastou R$ 7,48 bilhões com obras de infraestrutura rodoviária de transporte.