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Eleições 2026Brasil

Esposa de nº 2 do CV tem candidatura barrada pelo TRE-RJ

Mariana de Souza é apontada pelo MPE como ligada ao alto escalão do CV. Decisão foi unânime, mas candidata ainda pode recorrer ao TSE

11/09/2026 14:29, atualizado 11/09/2026 14:37
Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida, Mariana de Souza - Metrópoles

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) barrou, por unanimidade, nesta sexta-feira (11/9), a candidatura de Mariana de Souza (PP) à Câmara dos Deputados.

Ela é apontada como esposa de Wilson Marques de Albuquerque, conhecido como “Zé Dirceu”. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), ele atua como o número dois do Comando Vermelho (CV) no estado nordestino.

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A decisão atende a pedido de impugnação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que aponta supostos vínculos de Mariana com o alto escalão da facção. A candidata à deputada federal pelo Rio ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante o julgamento, o presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, afirmou que a decisão é uma resposta ao crime organizado. “Mais uma vez, o tribunal está dando uma resposta ao crime organizado”, ressaltou.

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Mariana de Souza, esposa do nº 2 do CV
Wilson Marques de Albuquerque, o Zé Dirceu
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Wilson Marques de Albuquerque, o Zé Dirceu

Mariana de Souza, esposa do nº 2 do CV
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Mariana de Souza, esposa do nº 2 do CV

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Relação com o CV

  • Segundo o MPE, relatórios de inteligência apontam “vínculos profundos” de Mariana com integrantes da cúpula do CV. O principal ponto citado é a relação com Wilson.
  • Ele foi condenado a 19 anos e 4 meses por tráfico e a outros 12 anos e 7 meses por associação para o tráfico. Está foragido e tem mandados de prisão em aberto.
  • O MPE afirma ainda que Mariana teria escondido o rosto de Wilson em publicações nas redes sociais, o que poderia dificultar a identificação dele.
  • A Procuradoria aponta também que a candidata teria recebido doações de campanha de pessoas e empresas com suposta ligação com a facção.

Empresas e suspeita de lavagem

Outro ponto envolve a empresa Império do Norte Ltda., de propriedade de Mariana.

Segundo o MPE, a firma está registrada em endereço ao lado de outra empresa, que, de acordo com a ação, teria sido aberta por Wilson usando identidade falsa.

Para a Procuradoria, há indícios de que as empresas tenham sido usadas para lavagem de dinheiro.

O órgão cita ainda seis contas bancárias em nome de Mariana. As movimentações, segundo o MPE, teriam sinais de fracionamento de valores.

Votos em áreas do CV

A votação de Mariana também foi usada como argumento. Nas eleições municipais de 2024, ela concorreu a uma vaga de vereadora na cidade do Rio de Janeiro pelo PDT.

Segundo o MPE, 1.451 votos recebidos por ela, o equivalente a 81,3% do total, ficaram concentrados em bairros da zona norte do Rio apontados como áreas de domínio do CV, como o Complexo da Penha.

Para a Procuradoria, a concentração pode indicar um “curral eleitoral” sustentado por controle territorial.

O MPE cita ainda R$ 14 mil em doações feitas por 10 pessoas que moram ou já moraram nessas regiões. Entre os doadores, segundo a ação, há pessoas com registros criminais ou sem renda formal compatível com os valores.

O próprio MPE ressalva, porém, que esses dados, isoladamente, não comprovam origem ilícita das doações.

Metrópoles tenta contato com a defesa de Mariana. O espaço segue em aberto para manifestações.