Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Escassez de IFA é questão "contratual" e não diplomática, diz Queiroga

Declaração foi dada nesta sexta-feira (14/5), data em que o Instituto Butantan anunciou a paralisação da produção da vacina Coronavac

14/05/2021 15:20, atualizado 14/05/2021 15:23
Compartilhar notícia
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Coletiva de imprensa do comitê de combate a covid no plácio do planalto ministro marcelo queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o entrave no envio de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China ao Instituto Butantan é uma “questão contratual”. Segundo o cardiologista, não há problemas diplomáticos entre o país asiático e o Brasil.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (14/5), no Rio de Janeiro, durante evento de vacinação de atletas olímpicos para os jogos de Tóquio 2020. Também nesta sexta, o Butantan anunciou a paralisação da produção da vacina Coronavac por falta de insumos. 

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), já havia demonstrado preocupação com a escassez de matéria-prima e disse que o problema é uma questão diplomática. Na segunda-feira (10/5), o gestor estadual afirmou que 10 mil litros dos ingredientes estão travados na China, à espera de autorização para o envio ao Brasil. Doria afirmou que o entrave é causado pelos ataques do governo federal.

Durante o evento no Rio de Janeiro, Queiroga disse esperar que o problema na importação de insumos seja regularizado, mas insistiu que não há embates diplomáticos entre os dois países.

“Eu me reuni duas ou três vezes com o embaixador [chinês], Yang Wanming, e não há nenhum problema diplomático do Brasil com a China. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inclusive recebeu recentemente IFA proveniente da China. A questão do Butantan com a China é contratual e eu espero que o suprimento de IFA ocorra normalmente e a produção se regularize para que tenhamos a vacina Coronavac”, disse o gestor.

Queiroga afirmou que a China é um “parceiro comercial importante” e disse que o Brasil tem “relações muito boas com todos os países”.

Escassez de IFA é questão “contratual” e não diplomática, diz Queiroga - destaque galeria
4 imagens
CoronaVac
O estado de São Paulo tem 78% da população com esquema vacinal contra a Covid completo
Coronavac é um imunizante apenas para Covid-19
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB)
1 de 4

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB)

Fábio Vieira/Metrópoles
CoronaVac
2 de 4

CoronaVac

Vinícius Schmidt/Metrópoles
O estado de São Paulo tem 78% da população com esquema vacinal contra a Covid completo
3 de 4

O estado de São Paulo tem 78% da população com esquema vacinal contra a Covid completo

Fábio Vieira/Metrópoles
Coronavac é um imunizante apenas para Covid-19
4 de 4

Coronavac é um imunizante apenas para Covid-19

Fábio Vieira/Metrópoles
Paralisação

Até o momento, ao menos 15 estados do Brasil já suspenderam a aplicação da primeira ou segunda dose da Coronavac por falta de vacina.

De acordo com o Butantan, até que a matéria-prima tenha autorização para ser exportada ao Brasil, a fábrica responsável pela produção da Coronavac deve assumir a fabricação da vacina da gripe.

O diretor do instituto, Bruno Covas, afirmou que 3 mil litros de IFA eram aguardados até este sábado (15/5), mas não há previsão de entrega do material.

Escassez

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) insinuou que o país asiático teria criado o vírus em laboratório.

A Sinovac, empresa que produz o IFA, tem 10 mil litros de matéria-prima pronta para ser despachada para o Brasil, mas o governo chinês não autorizou o envio dessa remessa. O quantitativo é suficiente para produção de 18 milhões de doses da vacina.

Os atrasos no envio de insumo ficaram mais acentuados no fim de março. A última remessa esperada para aquele mês só chegou no dia 20 de abril. Desde então, o Butantan não recebeu mais material.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters