Queiroga sobre chegada de IFA: “Pergunte ao governador João Doria”

Entrave diplomático impossibilita a vinda de 10 mil litros de insumos para produção de vacinas contra a Covid-19 no Brasil

atualizado 12/05/2021 15:20

Marcelo Queiroga, ministro da SaúdeIgo Estrela/Metrópoles

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, insistiu no discurso de que o Brasil e a China não têm problemas na importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção de vacinas contra a Covid-19.

A declaração foi concedida no início da tarde desta quarta-feira (12/5), quando Queiroga deixou o Ministério da Saúde para almoçar com o chanceler Carlos França no Palácio do Itamaraty.

A escassez de IFA tem preocupado o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Na segunda-feira (10/5), o gestor estadual disse que 10 mil litros dos ingredientes estão travados na China, à espera de autorização para o envio ao Brasil. Doria afirmou que o entrave é diplomático, causado pelos ataques do governo federal ao país asiático.

O governador ressaltou que a fabricação vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, deve ser interrompida no sábado (15/5), devido à falta do insumo.

Questionado sobre a possibilidade de chegada do IFA para dar continuidade à produção de vacinas, o titular da pasta federal da Saúde disse que é necessário “perguntar ao governador João Doria” sobre o assunto.

“O Brasil tem uma relação excelente com a China e não há nenhum problema em relação a esse tema. Precisa perguntar ao governador João Doria, né?”, afirmou o ministro.

0
Escassez

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) insinuou que o país asiático teria criado o vírus em laboratório.

A Sinovac, empresa que produz o IFA, tem 10 mil litros de matéria-prima, pronta para ser despachada para o Brasil, mas o governo chinês não autorizou o envio dessa remessa. O quantitativo é suficiente para produção de 18 milhões de doses da vacina.

Os atrasos no envio de insumo ficaram mais acentuados no fim de março. A última remessa esperada para aquele mês só chegou no dia 20 de abril. Desde então, o Butantan não recebeu mais material.

Últimas notícias