Equipe da Unesco faz primeira visita ao Museu Nacional
Avalia-se a instalação de uma cobertura provisória, para proteger da chuva e do sol o restante do acervo
atualizado
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Durou uma hora e 10 minutos a primeira visita da comitiva de especialistas na reconstituição de patrimônios históricos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês) ao Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (13/9).
A equipe comandada pela italiana Cristina Menegazzi, chefe do Programa de Salvaguarda de Emergência do Patrimônio Cultural Sírio da Unesco, chegou às 16h20 e permaneceu até as 17h30 observando pelo lado de fora o prédio, atingido por um incêndio no último dia 2. Ninguém entrou no museu, interditado até que sejam adotadas medidas de segurança para impedir desabamentos.
A equipe da Unesco não falou com a imprensa. Segundo o diretor do museu, Alexander Kellner, durante a primeira reunião da comitiva com a equipe do museu foi debatida a instalação de uma cobertura provisória, para proteger da chuva e do sol o restante do acervo.
Perigo continua
“Se estuda agora coisas pontuais, básicas. Trabalho maciço, só quando o prédio oferecer segurança. A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro, a cujo patrimônio pertence o museu) tem uma responsabilidade gigantesca de evitar que alguém se machuque”, disse.
Segundo o diretor do museu, está sendo escolhida a empresa responsável pelas obras necessárias para entrar no museu.
“Para receber a verba emergencial era preciso fazer um termo de referência. Foi feito, dentro do prazo, pela UFRJ. Depois disso, esse documento é analisado por diferentes atores, e isso também já foi feito”, afirmou Kellner. “Já estão trabalhando no isolamento do terreno, como também fazendo a tomada de preços para estabelecer a estruturação interna e a cobertura. Quanto tempo isso vai demorar? Só terei essa informação quando a empresa estiver contratada”, acrescentou.
Segundo o diretor do museu, a própria Polícia Federal, responsável pela perícia para tentar identificar a causa do incêndio, não conseguiu entrar no prédio, por causa do risco de desabamento. A perícia ainda depende disso.
Novas reuniões com o grupo da Unesco devem ocorrer diariamente, nessa etapa.
