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Vídeo: entregador acusa agente da Polícia Federal de racismo no Rio

Segundo o entregador Thiago Santos, Alexsander Mielke teria exigido que ele subisse com a entrega e o teria xingado de "preto safado"

Sandy Mendes24/09/2023 12:21, atualizado 24/09/2023 12:49
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Reprodução/Redes Sociais
Vídeo: entregador acusa agente da Polícia Federal de racismo no Rio

Um entregador de aplicativo afirma ter sido alvo de racismo por um agente da Polícia Federal na noite desse sábado (23/9), em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Segundo Thiago Santos, entregador do Zé Delivery, o cliente, idenficado como o agente da PF Alexsander Canto Mielke, teria exigido que ele subisse até a porta de seu apartamento para realizar a entrega. Caso contrário, a mercadoria seria cancelada.

Santos, de 31 anos, foi até o local e, ao fazer a entrega, explicou para Alexsander sobre a regra do aplicativo em que trabalha, de não subir aos apartamentos, segundo informações do G1.

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Alexsander Canto Mielke, 56 anos, agente da PF
Thiago Santos Silva, 31 anos, entregador
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Thiago Santos Silva, 31 anos, entregador

Alexsander Canto Mielke, 56 anos, agente da PF
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Alexsander Canto Mielke, 56 anos, agente da PF

O agente da PF não teria reagido bem à informação e teria passado a ofender Thiago, o chamando de “preto safado”. Segundo o entregador, o policial também teria sacado uma pistola da cintura.

O entregador relatou o ocorrido ao patrão e, em minutos, dezenas de colegas foram até o local protestar.

Thiago e Alexsander foram encaminhados à delegacia para prestar depoimento. A condução do policial até a viatura foi marcada por gritos de “racista”. O momento foi registrado por moradores nas redes sociais. Veja:

À polícia, Alexsander negou as acusações e afirmou que a pistola foi sacada por ele ter se sentido “ameaçado” pelo entregador, que é negro.

O crime de racismo tem pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, e não cabe mais fiança. Além disso, é imprescritível.

Metrópoles entrou em contato com a Polícia Federal, mas até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto.

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