Entenda como vai funcionar o novo “Leilão do Consignado” do INSS

Governo lançará um novo modelo de contração de crédito consignado por meio do aplicativo Meu INSS

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida da fachada do INSS - Metrópoles - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O governo federal vai implementar um novo modelo de contratação de crédito consignado por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O processo vai funcionar como uma espécie de “marketplace” ou leilão, que permitirá ao beneficiário escolher, entre ofertas de diferentes instituições financeiras, a proposta que mais lhe agrada. 

Em entrevista ao Metrópoles nesta terça-feira (10/2), o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, explica que o novo sistema, possibilitará ao segurado contratar crédito consignado a juros menores e de forma mais segura. A expectativa é lançar a funcionalidade ainda no primeiro semestre deste ano. Assista:

Todo o procedimento será feito por meio da plataforma Meu INSS. O beneficiário deve informar o valor que pretende contratar e, a partir disso, selecionar quais instituições financeiras poderão ofertar lances. Atualmente, 61 entidades estão habilitadas a participar do processo.

“A partir do momento que ele informa isso vem também: qual é a taxa máxima de juros permitida e qual o valor máximo da parcela. Para que ele [beneficiário] possa saber que aquele [banco] que ofertar uma parcela maior não está dentro do mercado do consignado do INSS”, explica o presidente.

Após isso, as instituições financeiras terão 48 horas para ofertar uma proposta, ainda dentro do aplicativo do INSS. As ofertas serão listadas de acordo com o menor valor. Ao aceitar o lance, o banco formalizará o contrato.

“Ao formalizar o contrato — ele [o banco] tem que fazer nas mesmas condições do lance ofertado, qualquer informação a mais, o sistema não permite e bloqueia fazer um contrato de consignado”, prossegue o chefe do instituto.

“Feito esse contrato consignado, sobe no Meu INSS para ciência e para autorização, de novo, do nosso segurado. Ou seja, uma dupla checagem. Ele faz, antes, a liberação, ele assina o contrato e, depois, no Meu INSS, ele fala: ‘Eu quero contratar e é isso que eu quero”, destaca.

Assédio

O objetivo da “dupla checagem”, que exigirá o uso de biometria, é coibir fraudes e tornar o processo mais transparente. Ainda de acordo com o chefe do INSS, o novo modelo de contração vai reduzir o assédio ao qual aposentados e pensionistas do INSS são submetidos, por meio de ligações insistentes.

“Esse assédio chegou ao limite. Ninguém aguenta mais ficar recebendo ligação de manhã, tarde, à noite, para poder oferecer um consignado. A ideia é que a necessidade parta dos aposentados e pensionistas. Que ele, na verdade, faça a solicitação e abra um leilão. Ou seja, esse assédio não vai garantir efetivamente que ele contrate aquele produto”, frisou o Waller Júnior.

Assista à entrevista completa:

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