Entenda como o open banking ajuda na inclusão financeira do país

Analistas explicam que sistema torna mais fácil, rápido e intuitivo a entrada das pessoas no sistema financeiro

atualizado

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Open Banking e o compartilhamento de dados
1 de 1 Open Banking e o compartilhamento de dados - Foto: Rupixen/Unsplash

Entrou em operação nesta semana a quarta e última fase do open banking, o sistema de compartilhamento de dados financeiros administrado pelo Banco Central. A partir dessa etapa, entra em vigor também o open finance, uma evolução do sistema. Na avaliação de analistas, a novidade deve promover a inclusão financeira do país diante de uma economia fragilizada pelos efeitos da pandemia do novo Coronavírus.

Essa etapa promete expandir o compartilhamento de dados para além do sistema bancário, chegando a informações sobre seguros, investimentos, câmbio e previdência.

Isso ocorrerá por meio das instituições credenciadas, que devem tornar públicas informações como CDB, RDB, LCI, LCA, cotas de fundos de investimento, títulos públicos; entre outros.

André Perfeito, economista-chefe da corretora de valores Necton, explica que as iniciativas tornam mais fácil, rápida e intuitiva a entrada das pessoas no sistema financeiro. “O mercado de capitais é principalmente informação, e o open banking e o open finance permitem que a informação flua mais livremente”, diz.

A perspectiva é compartilhada por Fabio Passos, CEO do fundo CA Indosuez, que destaca as vantagens de uma maior competitividade entre os bancos, o que facilita a inclusão financeira do país. Assim, segundo o especialista, os sistemas simplificarão a portabilidade e as transações, além de levarem à menores tarifas. “As pessoas ficam menos reféns de um banco só e começam a ser clientes da estrutura do sistema financeiro. Isso passa a ser um ganho enorme”, afirma Passos.

O Brasil não é o primeiro país que inicia um projeto como esse. Na Inglaterra, em 2016, foi feita uma profunda alteração na regulação financeira. Na sequência, Europa, Austrália, México e Índia seguiram o mesmo caminho. Por aqui, a discussão iniciou somete em 2017, no âmbito da agenda do BC . Mas foi formalmente lançado em 2020, com a Resolução Conjunta n.º 1.

Desde então, para viabilizar essa transformação, bancos, instituições de pagamento, fintechs e Banco Central vêm trabalhando na padronização tecnológica para garantir a segurança no escopo dos dados a serem compartilhados.

Relembre as fases

  • Fase 1: (1º/2) Liberado o compartilhamento de dados padronizado entre as próprias instituições financeiras
  • Fase 2: (13/08) Liberado o compartilhamento de dados de clientes cadastrados em serviços bancários, como contas e cartões de crédito.
  • Fase 3: (29/10) Iniciou a integração de serviços, com início de transações de pagamentos (Pix).
  • Fase 4: (15/12) Etapa atual. Começou o compartilhamento de dados relacionados a câmbio, seguro, investimento, previdência, entre outros. Fase também é conhecida como open finance.
A partir de 31 de maio do ano que vem, os dados transacionais de serviços de seguros, investimentos, câmbio, entre outros, serão disponibilizados pelas instituições participantes mediante prévia autorização do cliente.

 

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