Veja o que muda na quarta fase do open banking no Brasil
Novo modelo torna o sistema financeiro mais aberto e oferece vantagens para os clientes e instituições
atualizado
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O open banking, conjunto de regras sobre o uso e compartilhamento de dados e informações financeiras entre instituições, acumula mais de 1 milhão de autorização de clientes pouco antes do lançamento de sua última fase, de acordo com o Banco Central (BC). O Brasil conseguiu realizar em quatro meses o que o Reino Unido, um dos pioneiros na abertura do sistema financeiro no mundo, fez em dois anos para alcançar.
A iniciativa do BC começou em fevereiro e tem por finalidade fomentar a competitividade no sistema financeiro. Desde o seu início até agora, 700 instituições concordaram em participar e 51 milhões de conexões foram feitas entre elas para troca de informações.
A última etapa, que começa nesta quarta-feira (15/12), possibilitará a troca de dados entre as instituições participantes sobre seguros, investimentos, câmbio e previdência privada. Assim, inicia-se também a “open finance”, que, além de possibilitar o tráfego de informações bancárias tradicionais, engloba serviços, como previdência e seguros.
Inicialmente, acontecerá apenas o compartilhamento dos serviços ofertados pelas instituições, como taxas e condições, para facilitar a comparação entre os produtos feita pelo usuário. Mas, a partir de 31 de maio de 2022, o cliente também poderá compartilhar seus próprios dados de serviços financeiros utilizados, se assim desejar.
Esse novo modelo permitirá, por exemplo, que um banco veja que a taxa cobrada por outro a determinado cliente está muito alta ou não propõe retorno adequado, e ofereça ao usuário um plano com mais vantagens. “O modelo brasileiro de open banking envolve o maior escopo do mundo, incluindo desde o início da implementação de dados sobre crédito”, diz o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso.




