Ensino superior: Inep mudará avaliação de cursos a partir de 2026

A partir do próximo ano haverá um fluxo trienal contínuo de avaliação. Após uma consulta pública, testes serão feitos no 2º semestre

atualizado

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José Cruz/Agência Brasil
Imagem colorida de alunos fazendo prova do Enade
1 de 1 Imagem colorida de alunos fazendo prova do Enade - Foto: José Cruz/Agência Brasil

Touros (RN) – Em 2026 entrará em vigor uma nova metodologia de avaliação dos cursos de dez áreas da formação de ensino superior no Brasil. Todo o processo vai passar a ser realizado em um fluxo trienal com três fases contínuas. Também haverá mudanças nos pontos avaliativos.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo processo no Brasil, trabalha no desenvolvimento dos detalhes da transformação. O novo formato, que ainda passará por testes no segundo semestre deste ano, deve ficar pronto até o fim deste ano e valer a partir de 2026.


Quais são as três fases do fluxo avaliativo

  • Nesta nova modalidade de avaliação do ensino superior haverá um fluxo dividido em três fases. Elas serão fracionadas em três anos.
  • No ano um, haverá a aplicação das provas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade)
  • No ano dois, as instituições vão receber os resultados dos cursos e deverão entregar um relatório de autoavaliação.
  • No ano três, as instituições de ensino superior recebem a visita de uma comissão do Inep para o cumprimento da última etapa, o que inclui avaliação da infraestrutura física.

As alterações são um dos temas abordados no XVII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP), realizado dessa quarta-feira (28/5) até sexta-feira (30/5), na cidade de Touros (RN) a 85 KM de Natal. Atualmente o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) tem uma dinâmica diferente de realização, sem o caráter cíclico pré-definido.

Em 2026 a aplicação no Enade dentro do novo fluxo avaliativo será aplicada em três áreas de formação: ciências naturais, matemática e estatística; computação e tecnologias da informação e comunicação (TIC); e engenharia, produção e construção. Em 2027, a aplicação no Enade no âmbito do novo fluxo avaliativo alcança as áreas de formação: agricultura, silvicultura, pesca e veterinária; saúde e bem-estar; e serviços.

No ano de 2028, a aplicação no Enade no contexto do novo fluxo avaliativo segue para as formações nas áreas de: artes e humanidades; ciências sociais, comunicação e informação; e negócios, administração e direito.

Dentro deste novo fluxo, o Inep seguirá realizando as avaliações de conhecimento dos alunos de Medicina e licenciaturas anualmente.

O diretor de Avaliação da Educação Superior do Inep, Ulysses Teixeira, explica que as mudanças também vão alcançar os critérios e a forma de aplicação das avaliações.

Imagem colorida do diretor de Avaliação da Educação Superior do Inep, Ulysses Teixeira
Diretor de Avaliação da Educação Superior do Inep, Ulysses Teixeira

 

“Eles também vão ter uma prova diferente das edições anteriores do Enade, que é uma prova também ampliada, com mais itens dos conhecimentos específicos de cada área que nos permitam fazer essas estimativas de desempenhos esperados ou definição de padrões de desempenho”, destaca Teixeira.

O diretor do Inep acrescenta que, devido à diversidade do sistema educacional brasileiro, a mudança no sistema avaliativo está sendo conduzida respeitando as particularidades de cada curso de formação.

“A gente precisava entrar um pouco mais nas especificidades. E aí começamos essa proposta de pensar pela Classificação Internacional Normalizada da Educação Adaptada para Cursos de Graduação e Sequenciais de Formação Específica do Brasil (Cine Brasil), com objetos de avaliação específicos de cada uma das áreas”, detalha Teixeira.

O ensino superior a distância (EAD), que passa por mudanças na regulação, não terá a princípio uma metodologia específica de avaliação. No entanto, o Inep deve realizar a verificação do funcionamentos dos polos por meio de amostragem.

Cronograma

No Brasil há cerca de 2 mil instituições de ensino superior que ofertam aproximadamente 46 mil cursos de formação. Devido às dimensões do sistema, um cronograma foi estabelecido para a preparação da mudança no fluxo avaliativo.

Teixeira afirmou que está previsto que no próximo dia 17 as comissões que trabalham na nova proposta de avaliação apresentem o modelo e, a partir do dia 18 haja uma consulta pública com duração de 30 dias. Após as sugestões serem avaliadas e incorporadas, o período de agosto a novembro será reservado para testes.

O repórter viajou a Touros a convite da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), uma das instituições que compõem o Fórum Brasil, realizador do evento.

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