Em telefonema a Messias, Lula explica ausência na Marcha para Jesus
Lula liga para Jorge Messias durante o evento em São Paulo, agradece convite e diz evitar atos religiosos em período eleitoral
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) explicou sua ausência na 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4/6), em São Paulo (SP), em uma ligação com o Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias. O ministro representou o chefe do Executivo no evento organizado pelo apóstolo Estevam Hernandes. O petista ligou para Messias enquanto ele estava no evento.
Durante o telefonema, Lula conversou com Estevam Hernandes e agradeceu o convite para participar do evento. O presidente também explicou por que não compareceu presencialmente à manifestação religiosa.
“Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito de uma coisa sagrada”, afirmou Lula.
Na conversa, o petista ainda relembrou a sanção da lei que reconheceu a Marcha para Jesus como manifestação cultural nacional. Hernandes agradeceu o gesto e disse que a assinatura da norma permanece “no coração” dos organizadores do evento.
Messias acompanhou toda a ligação ao lado de Hernandes em cima de um dos trios elétricos que percorreram a Avenida Tiradentes, no trajeto entre a região da Luz e a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Messias representando Lula
Mais cedo, o advogado-geral da União afirmou ao Metrópoles que recebeu de Lula a missão de representar o governo no evento e reforçar o caráter religioso da manifestação.
“O presidente me pediu para vir trazer o abraço dele a todos os irmãos e irmãs em Cristo. E me pediu uma coisa: ‘Messias, vá à marcha para louvar e adorar. A marcha não é lugar de comício, a marcha é lugar de louvor e adoração a Deus’”, declarou.
A edição deste ano da Marcha para Jesus reuniu lideranças religiosas e políticas de diferentes espectros ideológicos. No trio principal, Messias dividiu espaço com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Questionado sobre a presença do adversário político, o ministro recorreu a uma referência bíblica para defender a convivência no evento. “Na mesa de Jesus, tem lugar para Tiago, para Pedro, para Tomé e até para Judas. Na mesa de Jesus, o único perfeito é Deus”, disse.
Flávio Bolsonaro também minimizou eventuais divergências e afirmou que todos os participantes estavam reunidos pelo mesmo propósito. “Não tem climão nenhum aqui”, declarou o senador.





