Em resposta a Aécio, Zambelli sugere exames toxicológicos a parlamentares
O deputado federal apresentou, na terça-feira, projeto que prevê restrições a quem decidir não tomar a futura vacina contra o coronavírus

A deputada federal Carla Zambelli vai protocolar um Projeto de Lei que obriga deputados e senadores a fazerem exames toxicológicos periódicos. A iniciativa é uma resposta ao PL nº 5040/2020, apresentado na terça-feira (27/10) por Aécio Neves (PSDB), que prevê restrições a quem decidir não tomar a futura vacina contra o coronavírus, determinada pela autoridade federal competente.
O PL apresentado pela deputada terá como pena a cassação imediata daquele parlamentar que for for detectado como consumidor de drogas ilícitas.
Em nota a Carla Zambelli afirma: “É um absurdo interferir na liberdade individual. E também que haja sobre a população recorrentes dúvidas quanto à sobriedade dos parlamentares. A classe política deve ser exemplo e, infelizmente, não o é há muito tempo”.

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A questão da vacina contra o coronavírus tem gerado embates no Congresso Nacional. Na terça-feira (27/10), o deputado Aécio Neves apresentou um PL que prevê restrições a quem decidir não tomar a futura vacina contra o coronavírus.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA proposta apresentada pelo parlamentar determina as mesmas limitações às quais estão sujeitos aqueles que não votarem nas eleições, estabelecidas no artigo 7º, parágrafo 1º, nos incisos I a VII, do Código Eleitoral.
Em nota enviada ao Metrópoles, o deputado e ex-governador de Minas Gerais afirma que o projeto se baseou no entendimento de que o bem coletivo deve se sobrepor à decisão individual.
“No caso, a saúde da população deve falar mais alto. É dever do Poder Público estabelecer medidas normativas que possam garantir segurança à coletividade contra um vírus altamente contagioso e, muitas vezes, fatal. Se é direito do cidadão negar-se a se imunizar, é dever do Estado assegurar o direito de todos à saúde.”
Já na semana passada, a deputada federal Carla Zambelli e o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança protocolaram o Projeto de Lei nº 4966/2020, que tem como objetivo tornar crime funcionário público do Poder Executivo federal, estadual ou municipal que obrigar alguém a se submeter, com risco de vida, a tratamento médico, vacinação ou a intervenção cirúrgica.











