“Em princípio” Exército não reforça fronteira entre Brasil e Venezuela
Futuro da Venezuela, e de sua população, ainda é incerto após os EUA atacarem o país e capturarem o presidente Nicolás Maduro
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Pacaraima (RR) e Brasília – A fronteira entre Brasil e Venezuela não deve receber reforço de militares, apesar do ataque dos Estados Unidos ao país vizinho, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro. A informação sobre a falta de uma reação militar do Brasil foi divulgada nesta segunda-feira (5/1) pelo general do Exército Roberto Pereira Angrizani.
De acordo com o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, responsável pela proteção do estado de Roraima, e das fronteiras com a Venezuela e Guiana, o fluxo de imigrantes venezuelanos segue “estável”. Por isso, o Exército não enxerga necessidade de aumentar a presença militar no local.
“Em princípio, não teremos nenhum reforço [na fronteira], pois já temos a tropa necessária para o controle da região”, destacou o general Angrizani.
Segundo o comandante, informações preliminares indicam que a entrada de venezuelanos no Brasil não deve aumentar, apesar das incertezas sobre o futuro do país vizinho. “Se houver um aumento, nós vamos buscar estarmos presentes aqui, continuar monitorando, e aumentar nossa presença”, acrescentou o general.
O clima na fronteira entre Brasil e Venezuela, no município de Pacaraima (RR), segue tranquilo até o momento. Desde o início da crise no país vizinho, em meados de 2014, o local se tornou o principal ponto de travessia de venezuelanos, que buscaram melhores condições de vida em solo brasileiro.
Depois do ataque dos Estados Unidos, e da captura de Maduro para ser julgado pela Justiça do país por supostos crimes relacionais ao tráfico de drogas, o futuro da Venezuela ainda é incerto.
Nesta segunda-feira (5/1), a vice do líder chavista, Delcy Rodríguez, assumiu oficialmente o cargo de presidente da Venezuela. A política de 56 já afirmou que setores venezuelanos estão preparados para defender o país, mas sinalizou que pode abrir diálogo com Washington.
Ao mesmo tempo, Trump afirma que os norte-americanos devem administrar a Venezuela durante um período de transição — assim como atuar, de forma direta, no setor petrolífero venezuelano. Até o momento, contudo, o governo dos EUA ainda não tornou publico os planos que pretende adotar no país, nem como elas devem ser instaladas e executadas.
