Ilustração de mapa do Brasil com coronavírus

Em dois meses, 8 estados dobraram o índice de mortes por Covid-19

Entre as unidades da Federação com maior variação, estão Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais

atualizado 27/09/2020 10:19

Ilustração de mapa do Brasil com coronavírusArte/Metrópoles

Desde que a Covid-19 chegou ao país, 140.537 óbitos foram contabilizados por aqui. Ainda que nas últimas semanas tenha havido uma tendência de queda nos números, os indicadores seguem em altos patamares. Prova disso é que a incidência de mortes acumuladas pela doença para cada grupo de 100 mil habitantes subiu mais de 100% em oito estados brasileiros nos últimos dois meses.

O levantamento foi feito pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base no último balanço publicado pelo Ministério da Saúde, na noite dessa sexta-feira (25/9).

Entre as unidades da Federação com maior variação está Mato Grosso do Sul. No dia 1º de agosto, a taxa marcava 14 mortes para cada 100 mil habitantes. Agora, a quantidade subiu para 43,8, três vezes mais. Logo atrás, Goiás e Minas Gerais completam o ranking nada comemorativo. Enquanto a incidência de mortes entre os goianos cresceu 158%, a dos mineiros aumentou 144%. Na contramão estão Ceará e Pará, que marcaram variação menor que 20%.

Veja gráfico:

Em valores absolutos, no entanto, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Roraima seguem empatados na dianteira e alcançaram índice de 105 óbitos para cada 100 mil habitantes. Ceará e Amazonas estão na segunda posição, com taxa de 97. Em último, Minas Gerais, com 33.

OMS 

A pandemia da Covid-19 já provocou pelo menos 984 mil mortes em todo o mundo, 14,2% delas no Brasil.

Nesta sexta-feira, o diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, demonstrou preocupação e alertou que o número de vítimas da doença pode duplicar, chegando à casa dos 2 milhões de óbitos, antes que uma vacina esteja disponível. De acordo com ele, apenas uma resposta global eficaz pode frear a transmissão do novo coronavírus.

“A menos que tenhamos uma ação conjunta e responsável, os 2 milhões de mortes não são apenas possíveis, mas, infelizmente, muito prováveis”, lamentou Ryan, ao responder uma pergunta, durante coletiva de imprensa.

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