Em carta, Adélio Bispo fala sobre conspiração maçônica e satanismo

Acusado de esfaquear o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), Bispo pede transferência "urgente" do presídio em Campo Grande (MS)

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atualizado 04/09/2019 16:34

O autor da facada que atingiu o presidente Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo, escreveu uma carta para sua família na qual afirma que está sendo vítima de “maldições” e “satanismo” no presídio de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. O agressor, declarado inimputável pela Justiça, pede ainda transferência da penitenciária onde está ao dizer que há “maçons” querendo que ele enlouqueça.

O relato, obtido pelo jornal Folha de S. Paulo, foi escrito em 6 de maio. “Este presídio aqui é um lugar de maldições, um presídio projetado pela maçonaria onde o satanismo maçom aqui é terrível”, escreveu Adélio aos familiares que vivem em Montes Claros (MG).

Na carta, de uma página e meia, Adélio fala ainda sobre a maçonaria, ao afirmar que o prédio da penitenciária foi construído com arquitetura típica da organização e que corre perigo lá. Ele se considera perseguido pela entidade.

“Estou tentando sair daqui o quanto antes possível”, escreveu. “Estão tentando me levar à loucura a qualquer custo, assim como já fizeram com vários que passaram por aqui. Há uma conspiração bem montada para isso. Mas ainda estou firme, apesar das investidas satânicas da maçonaria.”

Na carta, Adélio insiste no pedido de ajuda para ser transferido. Ele disse que tentaria apoio da Defensoria Pública da União (DPU), por não estar conseguindo contato com seus advogados. Como ele já tem defesa constituída, liderada pelo advogado Zanone Manuel de Oliveira, os defensores públicos não podem intervir.

Para os parentes de Adélio, ele continua perturbado pelos fantasmas que agravaram a doença mental, motivo pelo qual ele teria cometido o ataque ao então deputado e candidato presidencial Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG).

Os familiares afirmaram ainda que vão tentar entrar em contato com a DPU para tentar falar com o acusado, considerado pela Justiça como inimputável, pelo telefone.

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