
Em busca de ampliar eleitorado, Lula vai anunciar medidas para MEIs
Pacote prevê crédito e medidas contra dívidas de empreendedores em meio à tentativa de Lula de ampliar apoio a 12 dias do segundo turno

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara o anúncio, nesta terça-feira (13/10), de um pacote de medidas voltadas para microempreendedores individuais (MEIs) e empresas enquadradas no Simples Nacional.
As propostas incluem novas linhas de crédito e iniciativas para reduzir o endividamento de empreendedores. A iniciativa ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições e busca aproximar o petista de um segmento do eleitorado no qual, segundo a campanha, há resistência ao presidente.
Lula deve assinar decretos e enviar um projeto de lei complementar (PLP) sobre o tema ao Congresso Nacional. As medidas estavam em discussão desde o fim da última semana e ainda eram finalizadas pela equipe do petista nessa segunda-feira (12/10).
No sábado (10/10), ele antecipou, durante um ato de campanha em Natal (RN), que se reuniria com aliados para discutir iniciativas destinadas aos pequenos empreendedores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlém das novas medidas, o presidente pretende voltar a defender a ampliação do limite de faturamento anual para enquadramento como MEI, proposta que está parada na Câmara dos Deputados desde agosto.

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O governo Lula já enviou ao Congresso Nacional uma proposta para ampliar progressivamente o teto de faturamento dos microempreendedores individuais. Apresentado em junho deste ano, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 186/2026 prevê elevar o limite anual dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
O PLP também permite que o MEI contrate até dois empregados, desde que recebam um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. Atualmente, a legislação autoriza a contratação de apenas um funcionário.
A proposta foi aprovada pelo Senado e está em análise em uma comissão especial da Câmara. O texto, entretanto, está sem novas movimentações registradas desde 24 de agosto.
O governo argumenta que a atualização do teto é necessária para acompanhar a inflação e permitir que negócios em crescimento permaneçam no regime simplificado por mais tempo.
A proposta atende ainda a uma demanda de microempreendedores que ultrapassam o limite de faturamento e precisam deixar a categoria. Segundo a Agência Câmara, 101.216 MEIs foram desenquadrados entre 2025 e 2026 por superar o teto de R$ 81 mil.
