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Brasil

Em áudio, marido confessa ter matado esposa e ameaça filha em Goiás

No áudio, o homem confessou que matou a esposa enforcada e disse que não se arrepende. Na gravação ainda ameaçou a filha e o genro

01/07/2026 12:36
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Reprodução/Redes sociais
imagem colorida caixa de supermercado morta goias

Goiânia – O companheiro da caixa de supermercado Tânia Maria Ribeiro de Oliveira, de 63 anos, confessou em áudio a morte da mulher e afirmou que não se arrepende do crime. Tânia foi encontrada morta dentro de casa, em Itumbiara, no sul goiano, na última quarta-feira (24/6). O corpo da mulher estava coberto com um edredom.

Na gravação, o homem identificado como Carlos Humberto Silva Cardoso, relata que enforcou a vítima e ainda ameaçou a filha e o genro.

“Matei e não me arrependo. Se tiver que matar de novo, eu mato. […] Eu quero pegar a filha e o genro dela agora, matar os dois”, disse ele.

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Ressentimentos

Segundo a polícia, o desaparecimento de Tânia foi denunciado pela família. No áudio em que ameaça familiares da vítima, o suspeito menciona que o genro de Tânia teria apontado uma arma para ele.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Felipe Salla,  investigador disse que Carlos Humberto guarda mágoa do casal por causa de um outro episódio de violência doméstica contra Tânia.

Conforme a explicação do investigador, a filha tentou defender a mãe durante uma agressão e acabou sendo atingida por um tapa, o que motivou o envolvimento do genro na história.

Segundo o delegado, o áudio em que o suspeito faz as ameaças viralizou nas redes sociais e, apesar de saber que foi enviado por Carlos Humberto, a polícia não sabe quem o recebeu.

Briga antes do crime

O genro de Tânia entrou em contato com a polícia, preocupado com o desaparecimento dela, que não ia trabalhar desde o domingo (28/6). A polícia foi até a casa da caixa de supermercado e encontrou o corpo em estado de decomposição.

Segundo a polícia, Tânia já teve medida protetiva contra o suspeito e Carlos Humberto já teve diversas passagens por lesão corporal e ameaça na Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem).

Em razão do estado de decomposição em que o corpo foi encontrado, não foi possível identificar sinais de violência. Apesar disso, a polícia afirma que o suspeito confessou que enforcou a companheira.