
Em almoço, Flávio e Ruas acenam a ex-aliados para ampliar votação no Rio
Candidatos do PL buscam apoio além do partido para evitar desmobilização de eleitores com o provável fim da disputa pelo governo do Rio

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), pediram nesta sexta-feira (9/10) ajuda a lideranças de outros partidos para mobilizar eleitores fluminenses no segundo turno.
A preocupação é que a ausência de uma disputa pelo governo estadual reduza o comparecimento às urnas e prejudique a votação do senador contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O apelo ocorreu durante um almoço na Barra da Tijuca, zona oeste da capital. Flávio e Ruas defenderam que a mobilização para levar os eleitores às urnas, em 25 de outubro, ultrapasse os quadros do PL e envolva aliados de outras siglas.
O Rio de Janeiro é o reduto da família Bolsonaro. No primeiro turno, Flávio recebeu 53,01% dos votos válidos no estado, contra 39,41% do presidente, uma vantagem de aproximadamente 1,27 milhão de votos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA campanha pretende ampliar essa diferença na nova etapa da corrida ao Planalto. Aliados temem, porém, que parte do eleitorado deixe de votar sem uma disputa pelo Palácio Guanabara.
Ruas deve ser eleito governador do Rio neste sábado (10/10), após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) e determinar a retotalização da disputa.
Flávio Bolsonaro e seus aliados querem garantir que a ausência de uma eleição estadual não diminua o envolvimento de prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas na campanha presidencial.
Aceno especial a União Brasil e PP
Segundo participantes do almoço, Flávio e Ruas afirmaram que estarão de braços abertos para receber políticos que, por qualquer razão, não puderam caminhar com eles no primeiro turno.
A sinalização representa um aceno, especialmente, à federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que abandonou a candidatura de Ruas ao governo fluminense às vésperas do início da campanha.
Os dois partidos haviam fechado um acordo com o PL, mas decidiram adotar uma posição de neutralidade na disputa estadual em agosto, depois de desistências que desmancharam a composição inicialmente acertada.
O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP), escolhido para ser vice de Ruas, deixou a chapa. O ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que disputaria uma vaga no Senado, também recuou.

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Ver todasO rompimento obrigou Ruas a disputar a eleição com uma chapa formada exclusivamente por integrantes do PL. Parte das lideranças dos dois partidos passou a apoiar Eduardo Paes.
A federação, no entanto, anunciou nesta semana apoio à candidatura presidencial de Flávio. O objetivo agora é atrair essas lideranças para a mobilização no Rio e ampliar a votação do senador no segundo turno.
O Rio tem importância especial para Flávio, que construiu sua carreira política no estado e vê na eleição de Ruas a possibilidade de manter o governo fluminense sob o comando de um aliado próximo da família Bolsonaro.
O senador exerceu quatro mandatos como deputado estadual antes de chegar ao Senado e participou diretamente da escolha de Ruas para disputar o Palácio Guanabara.
O deputado se tornou uma aposta pessoal de Flávio, que bancou sua candidatura mesmo após o rompimento com União Brasil e PP, e trabalhou para fortalecer seu nome ao longo da campanha.
