
"Bolsonaro pediu patrocínio e Lula pediu propina", diz Flávio sobre Master.
Senador citou reportagem da Veja durante evento no Rio de Janeiro nesta sexta (9/10)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, disse nesta sexta-feira (9/10), durante evento no Rio de Janeiro, que “Bolsonaro pediu patrocínio e Lula pediu propina”.
“O que nós vimos agora foi um áudio do próprio Vorcaro dizendo o que eu sempre falei desde o dia 1. Com o filme do Bolsonaro não tem nada de errado, já com o filme do Lula foi dinheiro por fora, esse cara recebeu propina. Então o Bolsonaro pediu patrocínio e o Lula pediu propina”, disse o senador ao lado do candidato eleito a governador no Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL-RJ), e do senador também eleito, Carlos Jordy (PL-RJ).
A declaração do senador foi feita ao comentar matéria divulgada pela revista, que afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatou ter liberado R$ 30 milhões para um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em troca, ele teria acesso aos cofres dos fundos de pensão de servidores federais.
Confira:
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Ver todasSegundo as mensagens publicadas pela Veja, Vorcaro teria se articulado com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, para combinar um pagamento de cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, dirigido por Paulo Okamotto.
No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu não dar andamento ao caso, sob justificativa de que as informações apresentadas careciam de comprovação material, apontando a ausência de elementos probatórios consistentes acerca dos pagamentos relatados.
Já a defesa de Vorcaro argumentou que o cliente dispõe de robustos meios de prova. Entre os materiais citados pelos advogados, estão capturas de tela e mensagens de WhatsApp, registros de identificação das pessoas responsáveis por retirar o dinheiro em espécie, além de um detalhamento com as rotas e os locais utilizados na operação.
Além dos R$ 30 milhões, ainda segundo a revista, Vorcaro teria dito que Vaccari exigiu uma taxa de 10% de tudo o que o Master captasse nos fundos de Previdência da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios. A divisão seria: R$ 1 bilhão para o PT e R$ 9 bilhões para Vorcaro.
Após a publicação da matéria, os advogados de Daniel Vorcaro divulgaram nota em que “repudiam a divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada”.
A PGR também se manifestou por nota e afirmou que não recebeu depoimento oral de Vorcaro. Em comunicado, a Polícia Federal (PF) afirma que Vorcaro jamais prestou depoimento com o teor da publicação da Veja.
