
Eleições: 9 ex-ministros do governo Lula 3 são eleitos; 12 não conseguem
Maioria dos ex-auxiliares do presidente Lula disputava vaga no Congresso Nacional. Ao todo, 9 foram eleitos
05/10/2026 13:11

Um total de 22 ex-ministros que ocuparam o alto escalão durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputaram as eleições deste ano, em cargos que vão desde as Assembleias Legislativas aos governos estaduais. Dentre eles, 9 conseguiram se eleger no primeiro turno, realizado nesse domingo (4/10). Outros 12 não alcançaram votos suficientes para o cargo disputado.
Os dois ex-ministros que disputavam governos estaduais acabaram derrotados: Fernando Haddad (PT), em São Paulo, e Renan Filho (MDB), em Alagoas. O ex-titular do Ministério do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), concorria a vice na chapa de Haddad e, portanto, também não foi eleito.
Apenas dois dos oito ex-ministros que disputavam o Senado garantiram um mandato pelos próximos 8 anos. São eles: André Fufuca (PP-MA), ex-titular do Ministério do Esporte, e Rui Costa (PT-BA), que ocupou a Casa Civil.
Já Paulo Pimenta (PT-RS), Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP), Celso Sabino (PDT-PA), Gleisi Hoffmann (PT-RS) e Carlos Fávaro (PSD-PR) ficaram de fora das vagas disputadas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO desempenho entre os que concorriam à Câmara dos Deputados foi melhor. Seis ex-auxiliares de Lula garantiram uma cadeira na Casa Baixa e outros três ficaram como suplentes.
Foram eleitos: Sonia Guajajara (PSol), Silvio Costa Filho (Republicanos), Juscelino Filho (PSDB), Anielle Franco (PT), Jader Filho (MDB) e Nísia Trindade (PT). Márcio Macêdo (PT), Daniela Carneiro (Republicanos) e Paulo Teixeira (PT) serão suplentes.
Um suplente na Câmara dos Deputados pós-eleição é o candidato que não obteve votos suficientes para ocupar uma vaga de forma direta, mas ficou posicionado na lista de espera do seu partido ou federação para substituir um titular.

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Ver todasConfira quem foi eleito:
- André Fufuca: ex-ministro do Esporte, será senador pelo Maranhão;
- Anielle Franco: ex-ministra da Igualdade Racial, será deputada federal pelo Rio de Janeiro;
- Jader Filho: ex-ministro das Cidades, será deputado federal pelo Pará;
- Juscelino Filho: ex-ministro das Comunicações, será deputado federal pelo Maranhão;
- Macaé Evaristo: ex-ministra dos Direitos Humanos, será deputada estadual por Minas Gerais;
- Nísia Trindade: ex-ministra da Saúde, será deputada federal pelo Rio de Janeiro;
- Rui Costa: ex-ministro da Casa Civil, será senador pela Bahia;
- Silvio Costa Filho: ex-ministro de Portos e Aeroportos, será deputado federal por Pernambuco;
- Sonia Guajajara: ex-ministra dos Povos Indígenas, será deputada federal por São Paulo.
Segundo turno
O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), entrou no levantamento por ter comandado o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços até o início de 2026. Ele e o presidente Lula vão disputar o segundo turno contra a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A corrida presidencial terminou com 47,03% para o candidato do PL e 45,16% para o petista.
Nas eleições deste ano, o presidente Lula pediu empenho para eleger candidatos ao Legislativo, com foco especial no Senado. A estratégia busca garantir governabilidade e apoio a pautas do governo no Congresso em um evento quarto mandato. Nesse sentido, figuras do Executivo consideradas competitivas foram lançadas à disputa para tentar angrariar apoio ao petista.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna Tácio Lorran, as eleições deste ano consolidaram o avanço da direita no Senado. Ao todo, 50 dos 81 senadores serão deste espectro, sendo 28 do PL. O PT terá nove representantes.



