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Eleições 2026Tácio Lorran

Direita avança no Senado com 50 parlamentares, sendo 29 do PL

A sigla conseguiu eleger vinte senadores para o Senado Federal. Número se soma a outros senadores que estão na metade do mandato

04/10/2026 21:34, atualizado 04/10/2026 22:12
Jonas Pereira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária

Vinte senadores do Partido Liberal (PL) – sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro – foram eleitos neste domingo (4/10). Isso equivale a 37% das 54 vagas da Casa que foram disputadas nas eleições deste ano.

Com isso, a bancada do PL no Senado continua a ser a maior, mas vai praticamente dobrar de tamanho, subindo de 15 para 29 senadores. Todos os representantes de Rondônia e Santa Catarina serão do PL na próxima legislatura.

O número leva em conta os candidatos eleitos para o Senado e as mudanças que serão geradas com a saída de Sergio Moro (PL-PR) e Cleitinho (Republicanos-MG), que deixarão a Casa Alta após vencer o Executivo estadual em primeiro turno.

Vale destacar que há senadores que seguem na disputa por governos estaduais, o que pode promover mudanças na composição da casa legislativa. O número também é influenciado por titulares que atualmente estão licenciados dos cargos.

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Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conseguiu eleger 6 senadores nas eleições deste ano. O número de parlamentares na Casa, contudo, permanece em nove cadeiras.

O aumento de cadeiras no Senado Federal era almejado pela direita brasileira como forma de avançar em pautas conservadoras e conter ações do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o impeachment de ministros da Suprema Corte é uma atribuição da Casa Alta.

Em ato na avenida Paulista em junho do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu aos apoiadores que “me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil, nem preciso ser presidente”.

“Se me derem isso, não interessa onde esteja, aqui ou no além, quem assumir a liderança vai mandar mais que o presidente. Com essa maioria elegemos nosso presidente do Congresso Nacional. Maioria das comissões de peso no Senado e Câmara. Nas sabatinas decidimos quem prosseguirá”, disse.

Apesar da pressão da oposição pelo avanço de medidas nesse sentido, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) se negava a dar seguimento aos pedidos de impeachment. O aumento da bancada conservadora na casa legislativa coloca em risco a reeleição do atual chefe do Legislativo para um novo mandato em 2027.