
Santa Catarina elege Carol de Toni e Carlos Bolsonaro para o Senado Federal
Dupla do PL foi eleita para o Senado pelo estado de Santa Catarina
04/10/2026 19:48, atualizado 04/10/2026 20:15

A deputada federal Carol de Toni (PL) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) foram eleitos para as duas cadeiras do Senado de Santa Catarina.
Eles ficaram à frente do senador Esperidião Amin (Progressistas), bem como de Décio Lima (PT); Lunelli (MDB); Afrânio Boppré (PSol); Carol (PCO); Ana Lucia da Silveira Machado (UP); Jeferson Rocha (PRD); Marcos Dorval (PSTU); Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão); Joaninha de Oliveira (PSTU) e Marlene Soccas (UP).
Perfil dos eleitos
Carol De Toni
Caroline Rodrigues de Toni, de 40 anos, é advogada e mestre em Direito Público. Iniciou sua trajetória política em 2016 como uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL) em Santa Catarina, atuando ativamente nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEla teve sua primeira experiência eleitoral em 2016, quando ficou como suplente de vereadora em Chapecó pelo PP.
Foi eleita deputada federal por Santa Catarina em 2018 pelo PSL com mais de 109 mil votos. No Congresso Nacional, atuou como vice-líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, assumiu a terceira vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e se destacou como relatora da PEC da Prisão em 2ª Instância.
Consolidou sua liderança no Congresso ao conquistar a reeleição em 2022 pelo PL com 227.632 votos.
Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro, tem 43 anos, é filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro e teve sete mandatos consecutivos como vereador no Rio de Janeiro, sendo o seu primeiro aos 17 anos. Ele estava filiado ao Republicanos e anunciou mudança para o PL em março de 2024, unindo-se ao mesmo partido do pai e de seus irmãos.
Após 25 anos de mandato na Câmara Municipal do Rio, Carlos renunciou ao cargo para transferir seu domicílio eleitoral e disputar uma vaga no Senado Federal pelo estado de Santa Catarina. O movimento gerou resistências e atritos internos com lideranças regionais do partido, que defendiam nomes com histórico de atuação local.
Contexto da eleição
A briga pelas duas vagas ao Senado no estado foi marcada por uma disputa acirrada dentro da própria base conservadora, polarizada entre a força local de Carol, a transferência estratégica de Carlos e a tentativa de reeleição do tradicional senador Esperidião Amin (PP).
A cúpula do PL defendia a dobradinha entre Carlos e Amin, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou apoio público a de Toni, o que reforçou a divisão de interesses entre lideranças locais e o clã Bolsonaro.
A parlamentar quase rompeu com a sigla após o partido cogitar a retirada de sua pré-candidatura ao Senado. Em fevereiro de 2026, ela foi confirmada na disputa junto a Carlos, após uma uma reunião com parlamentares do partido e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além do Governador Jorginho Mello e o candidato à presidência Flávio Bolsonaro.



