Tebet diz ter certeza de apoio do PSDB ao seu nome para Presidência
Uma ala minoritária dos tucanos, no entanto, ainda defende candidatura própria ao Palácio do Planalto

A pré-candidata do MDB à Presidência da República Simone Tebet (MDB) disse, nesta quarta-feira (25/5), não ter dúvidas de que contará com o apoio dos tucanos na disputa pelo Palácio do Planalto. No início da semana, a cúpula do PSDB abriu mão da candidatura de João Doria à Presidência da República e sinalizou que comporá chapa com a emedebista.
Apesar do gesto, o partido adiou para a próxima semana a reunião que faria nessa terça para formalizar a decisão. A medida atende a uma ala minoritária da legenda, liderada pelo deputado Aécio Neves (MG), que ainda defende a candidatura própria ao Palácio do Planalto.
“Não tenho dúvidas de que, na semana que vem, nós estaremos com aqueles que sempre foram nossos aliados de primeira hora: homens e mulheres do PSDB. Essa construção está sendo feita muito bem pelo nosso presidente, por Baleia Rossi e por Bruno Araújo [presidente nacional da legenda]”, declarou Simone Tebet nesta quarta-feira (25/5), em entrevista coletiva.
Pré-candidata da chamada terceira via, Simone Tebet teve seu nome aprovado pelo MDB e pelo Cidadania na terça. O PSDB também compõe o grupo.
Nesta quarta, Simone Tebet ainda falou sobre o fato de não ser uma unanimidade dentro de seu próprio partido, visto que caciques do MDB, principalmente do Nordeste, como Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE), optaram por apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ela enfatizou que tem a aprovação da base do MDB. “Quero agradecer o apoio da base do meu partido. Minha candidatura saiu do chão do MDB”, disse a emedebista, ao lado do presidente do partido, Baleia Rossi (SP), e do presidente do Cidadania, Roberto Freire (SP).
“Adulta da sala”
Depois de ter seu nome confirmado pelo MDB e pelo Cidadania como candidata da terceira via, Simone Tebet disse que se colocará como a “adulta da sala” das eleições, diante dos ataques mútuos entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ela ponderou que buscará o “caminho do meio” e da “pacificação”.
“Se a minha candidatura servir para ter uma adulta na sala, eu serei essa candidata”, disse a emedebista em sua primeira entrevista após a retirada de João Doria da corrida eleitoral.
Privatização da Petrobras
Simone Tebet mostrou, como exemplo de caminho do meio, o fato de ser contrária à privatização da Petrobras, mesmo defendendo uma economia com base mais liberal, e enfatizou: “Comigo não é 8 ou 80”.
Ela ainda ressaltou que é a favor do teto de gastos, e que defende as reformas trabalhista e previdenciária realizadas no governo de Michel Temer (MDB).
“Eu sou contra a privatização da Petrobras, mas sou liberal na economia. Sou a favor das privatizações. Comigo não é 8 ou 80, há um caminho do meio. Sou liberal na economia, sei que há um Brasil muito diverso. A responsabilidade fiscal está no meu DNA. Eu votei o teto de gastos, reforma trabalhista e da previdência. Portanto, o desenvolvimento do Brasil passa em fazer o dever de casa dentro da própria casa”, destacou.














