Simone Tebet promete ministério paritário entre homens e mulheres

A pré-candidata do MDB à Presidência se comprometeu a formar um governo com igualdade de cargos distribuídos entre homens e mulheres

atualizado 25/05/2022 13:45

Coletiva de Imprensa da Senadora Simone Tebet, pré-candidata à Presidência da República pelo MDB. Ela tem cabelo escuro e longo, é branca e usa blazer, olhando pro lado em frente a banner azul - Metrópoles Hugo Barreto/Metrópoles

Em entrevista nesta quarta-feira (25/5), a pré-candidata do MDB à Presidência da República, Simone Tebet (MS), disse que pretende formar um eventual governo com igualdade entre homens e mulheres na distribuição de cargos.

“Já está no meu programa a criação do ministério paritário entre homens e mulheres”, disse Tebet. “Meu ministério será paritário entre homens e mulheres”, prometeu. “Se tiver 20 ministérios, 10 serão de homens e 10 serão de mulheres”, declarou.

“É justo com a minha história e com a história das meninas. Nós queremos viver um futuro próximocompartilhando o poder ao lado dos homens. A vida inteira nós fomos obrigadas a andar atrás dos homens. Não posso ser eu nesse momento, como mulher,  única pré-candidata a  não dar esse espaço”, justificou.

Simone se apresentou como nome alternativo à polarização entre o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o atual presidente da República, Jair Bolsonaro. Segundo Tebet, a ideia é apresentar o seu projeto de governo e tirar Lula e Bolsonaro, que lideram as pesquisas, dos holofotes.

“Vamos falar menos de Lula e Bolsonaro e vamos falar do Brasil real”, disparou a senadora. Tebet disse não ter dúvidas de que terá o apoio do PSDB, que, na semana passada, abriu mão da candidatura de João Doria (PSDB-SP) ao Palácio do Planalto.

“O Brasil clama e chama pelo centro democrático. E nesse clamor o MDB também grita presente. Sendo ao lado do Cidadania. Em breve, não tenho dúvidas, com apoio do PSDB a esse clamor”, disse.

Desempenho nas pesquisas

Simone ainda admitiu que seu nome ainda é desconhecido no Brasil e, por isso, ela acha que poderá crescer nas pesquisas, na medida em que apresenta seu projeto.

“Meu nome é desconhecido e eu considero isso a minha força”, disse.

Aliança

Simone foi escolhida para encabeçar a chapa do chamado centro democrático, também conhecido como 3ª via. Seu nome foi aprovado na terça-feira (24/5) pelas executivas do MDB e do Cidadania. Agora, ela espera uma decisão do PSDB, cujos dirigentes negociaram a renúncia de da corrida eleitoral. O PSDB marcou para a quinta-feira (2/6) da próxima semana uma reunião para definir o apoio.

Apesar de ser um nome da cúpula do partido, Simone não é uma unanimidade dentro do MDB nem mesmo na frente com o Cidadania e o PSDB. Além de contar com o apoio de tucanos que ainda defendem candidatura própria, ela enfrenta resistências internas de caciques do MDB, principalmente do Nordeste, como Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE). Os dois optaram por apoiar o ex-presidente Lula.

“Quero agradecer o apoio da base do meu partido. Minha candidatura saiu do chão do MDB”, disse a emedebista, ao lado do presidente do partido, Baleia Rossi (SP) e do presidente do Cidadania, Roberto Freire (SP).

“Adulta da sala”

Depois de ter seu nome confirmado pelo MDB e pelo Cidadania como candidata da terceira via, Simone Tebet disse que se colocará como a “adulta da sala” das eleições, diante dos ataques mútuos entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ela ponderou que buscará o “caminho do meio” e da “pacificação.

“Se a minha candidatura servir para ter uma adulta na sala, eu serei essa candidata”, disse a emedebista em sua primeira entrevista após a retirada de João Doria da corrida eleitoral.

Privatização da Petróbras

Simone Tebet mostrou como exemplo de caminho do meio o fato de ser contrária à privatização da Petrobras, mesmo defendendo uma economia com base mais liberal e enfatizou: “Comigo não é 8 ou 80”.

Ela ainda enfatizou que é a favor do teto de gastos que defende as reformas trabalhista e previdenciária realizadas no governo de Michel Temer (MDB).

“Eu sou contra a privatização da Petrobras, mas sou liberal na economia. Sou a favor das privatizações. Comigo não é 8 ou 80, há um caminho do meio. Sou liberal na economia, sei que há um Brasil muito diverso. A responsabilidade fiscal está no meu DNA. Eu votei o teto de gastos, reforma trabalhista e da previdência. Portanto, o desenvolvimento do Brasil passa em fazer o dever de casa dentro da própria casa”, destacou.

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