RS: clima tenso entre PT e PSB envolve 1ª viagem de Lula e Alckmin

As divergências levaram a cúpula da campanha se reunir e estabelecer a data de 15 de junho para pacificar os palanques nos estados

atualizado 31/05/2022 16:04

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB, se encontram com representantes de movimentos populares Fábio Vieira/Metrópoles

Desde que o PSB desistiu de formar a federação com o PT – devido a divergências nas chapas estaduais – e optou por se coligar, oferecendo o ex-governador Geraldo Alckmin como vice na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem um passo foi dado pelas duas legendas a fim de resolver os impasses nos palanques.

Diante das tensões provocadas pela situação, os dois pré-candidatos e os presidentes das duas siglas, Gleisi Hoffmann (PT) e Carlos Siqueira (PSB), decidiram estabelecer o prazo do dia 15 de agosto como limite para se chegar a acordos nos estados que ainda há conflito. Para evitar desgastes locais, as duas legendas decidiram avaliar o mapa das chapas no país de forma global e tratado pela cúpula nacional não no nível local.

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“É óbvio que nós temos que fechar a relação dos estados e achamos que isso tem que ser de forma sistêmica, integrada. Não tem como resolver um estado e não resolver outro, porque nós queremos estar juntos em todos os estados. A gente acha que está aí a nossa força, tanto para disputar a candidatura à Presidência, com a vice, como para disputar candidaturas regionais”, disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ao sair do encontro.

Segundo a petista, sair separados enfraqueceria as siglas: “Essa é uma eleição polarizada e a tendência é que a polarização também esteja nos estados. Então, não tem essa de PSD ou PT nos estados”.

“Nós não vamos partir do princípio da rigidez de nenhuma parte nem de outra. Nós vamos partir do princípio de que nós podemos nos entender. Se nós partirmos do princípio do ‘não posso abrir mão” aqui ou alí, já cria um empecilho e a conversa”, disse Siqueira, também no fim da reunião.

Impasses

Enquanto os acordos não são fachados, a primeira viagem dos dois integrantes da chapa juntos, nesta quarta-feira (31/5), ao sul do país ocorre em clima de tensão.

Uma parte da viagem, a que Lula e Alckmin visitariam também o estado de Santa Catarina, foi abortada. Pesou para o cancelamento, segundo fontes da campanha petista, não só questões logísticas, mas também a disputa sobre quem será o candidato ao governo em Santa Catarina: O PT quer Décio Lima; o PSB, Dario Berger.

Os dois irão somente ao Rio Grande do Sul, onde o nome petista é Edegar Pretto. Beto Alquerque, do PSB, diz não abrir mão da disputa. Distante do PT no estado, o PSB gaúcho tem se dedicado a negociações com o PDT, com a possibilidade inclusive de abrir o palanque no estado a Ciro Gomes (PDT-CE), adversário da chapa na corrida presidencial.

Em Porto Alegre, da mesma forma que Márcio França, em São Paulo, ficou de fora de eventos envolvendo o petista como o 1º de Maio das centrais, Beto Albuquerque também não foi chamado para o palanque.

Em São Paulo, o impasse se repete, com o PT sustentando o nome de Fernando Haddad e França encarnando a candidatura socialista.

Outro estado a se resolver é o Espírito Santo, onde o PSB luta pela reeleição do atual governador, Renato Casagande e o PT lançou o nome do senador Fabiano Contarato na disputa pelo Palácio Anchieta.

Além das disputas por governos estaduais, há ainda impasse entre o PSB e o PT envolvendo as candidaturas ao Senado de André Ceciliano (PT) e Alessandro Molon (PSB), no Rio de Janeiro, onde o candidato apoiado por Lula ao governo é Marcelo Freixo (PSB).

Pernambuco foi o único estado onde PT e PSB conseguiram entrar em acordo, isso antes da desistência da federação por parte das duas legendas. No caso perbambucano, o senador Humberto Costa (PT) abriu mão de se candidatar ao governo e o PSB lançou o nome do deputado Danilo Cabral ao governo do estado. O PT ficou com a vaga de vice, com Teresa Leitão.

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