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Eleições 2022

Rodrigo Garcia fecha apoio a Tarcísio e sinaliza adesão a Bolsonaro

Governador paulista derrotado no 1º turno se reuniu com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e terá encontro com o presidente em SP

04/10/2022 13:58
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Fábio Vieira/Metrópoles
Governador, candidato a reeleição, Rodrigo Garcia (PSDB) ao fundo a bandeira do estado de são paulo

Derrotado na disputa pela reeleição em São Paulo, o governador Rodrigo Garcia (PSDB) decidiu apoiar o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) contra o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição ao governo paulista. Ele também sinalizou a aliados que também apoiará a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Garcia recebeu o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, um dos articuladores políticos da campanha do presidente, no Palácio dos Bandeirantes nesta terça-feira (4/10) e vai se encontrar pessoalmente com Bolsonaro em São Paulo no fim da tarde.

Bolsonaro fará uma agenda com Tarcísio em duas igrejas evangélicas na capital paulista.

A decisão do governador tucano representa um duplo revés para o PT, que tentava atrair Rodrigo Garcia para o palanque de Haddad ao governo de São Paulo e para a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, Bolsonaro derrotou Lula em São Paulo por 47,71% a 40,89%.

Na segunda-feira (3/10), o Metrópoles antecipou que os principais partidos da coligação de Garcia iriam apoiar Tarcísio. Além do alinhamento ideológico mais conservador, PP, MDB, PSDB e União Brasil também estão de olho na eleição municipal de 2024, na qual o prefeito Ricardo Nunes (MDB) tentará a reeleição e deverá ter como principal adversário o deputado eleito e líder dos sem-teto Guilherme Boulos (PSol).

O PP de Ciro Nogueira já havia anunciado o apoio à candidatura de Tarcísio na segunda-feira (3/10), enquanto MDB, PSDB e União Brasil já tinham conversas avançadas para embarcar no palanque do candidato do Republicanos, que contrariou as pesquisas e avançou ao segundo turno à frente de Fernando Haddad, com 42,3% contra 35,7%.