Moraes proíbe operação da PRF e PF em transporte público de eleitores
De acordo com o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, o transporte público, pago ou não, deve ser protegido

Após pedido do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF) façam operações envolvendo transporte público de eleitores neste domingo (30/10). Caso a decisão não seja obedecida, pode haver responsabilização criminal dos diretores-gerais das corporações.
Durante o sábado (29/10), o próprio Moraes pediu à PF e à PRF detalhes sobre as ações de combate a crimes eleitorais. E o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que o ministro da Justiça, Anderson Torres, preste esclarecimentos sobre o uso das corporações em operações relacionadas às eleições às vésperas do segundo turno.
O objetivo de ambos é evitar que a locomoção de eleitores até as urnas, em transporte público, pago ou não, seja impedida. Assim, seria dificultado o uso político para beneficiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou de Jair Bolsonaro (PL).
Moraes não proíbe operação contra compra de voto
De acordo com as informações pedidas e recebidas por Moraes, não haveria justificativas para operações específicas neste segundo turno, a não ser a fim de evitar a compra de voto.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“O processo eleitoral, como um dos pilares da democracia, deve ser resguardado”, afirmou Moraes na decisão. “No dia da votação, há de imperar a ordem, a regularidade, a austeridade. A liberdade do eleitor depende da tranquilidade e da confiança nas instituições democráticas e no processo eleitoral”, continuou.



