Ex-STF, Celso de Mello declara voto em Lula por vitória no 1º turno

Apoio do ex-ministro foi comemorado pelo PT porque, assim como Joaquim Barbosa, ele foi muito duro na época do julgamento do mensalão

atualizado 28/09/2022 1:11

Ministro Daniel Ferreira/Metrópoles

Celso de Mello, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é mais uma das personalidades do meio jurídico a declarar voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pela Presidência da República e ressaltar a necessidade de vitória, já no primeiro turno, sobre o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). As informações são da jornalista Vera Magalhães, de O Globo.

A declaração teria sido enviada por escrito, na noite dessa terça-feira (27/9), ao coordenador do grupo de juristas Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho. A ideia seria que o ex-decano do STF gravasse um vídeo similar ao que outro ex-ministro da Corte Joaquim Barbosa fez, também com apoio a Lula.

O ex-ministro alegou razões de saúde para não gravar o vídeo, mas manifestou entusiasmo com a ideia de se somar a um grupo crescente de personalidades do meio jurídico e de outras áreas que têm declarado voto em Lula pela necessidade de derrotar o presidente Bolsonaro.

O apoio de Celso de Mello foi comemorado porque, assim como Barbosa, ele foi muito duro com o PT na época do julgamento do mensalão.

Leia a íntegra da declaração de Mello:

“A atuação de Bolsonaro na Presidência da República revelou a uma nação estarrecida por seus atos e declarações a constrangedora figura de um político menor, sem estatura presidencial, de elevado coeficiente de mediocridade, destituído de respeitabilidade política, adepto de corrente ideológica de extrema-direita que perigosamente nega reverência à ordem democrática, ao primado da Constituição e aos princípios fundantes da República, e cujo comportamento vulgar, de todo incompatível com a seriedade do cargo que exerce, causou o efeito perverso de vergonhosamente degradar a dignidade do ofício presidencial ao plano menor de gestos patéticos e de claro (e censurável) desapreço ao regime em que se estrutura o Estado Democrático de Direito!

Em defesa da sacralidade da Constituição e das liberdades fundamentais, em prol da dignidade da função política e do decoro no exercício do mandato presidencial e em respeito à inviolabilidade do regime democrático, tenho uma certeza absoluta: NÃO votarei em Jair Bolsonaro!!!

É por tais razões que o meu voto será dado em favor de Lula no primeiro turno”.

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