Com fundo recorde, candidatos gastam 77% menos dinheiro próprio na campanha

Valor das autodoações feitas pelos candidatos soma R$ 126,8 milhões, bem abaixo dos R$ 565 milhões que foram gastos nas eleições de 2018

atualizado

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Ficha impressa na urna eletrônica TRE SP é é organizada para a eleição 2022
1 de 1 Ficha impressa na urna eletrônica TRE SP é é organizada para a eleição 2022 - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Com um fundo eleitoral recorde de R$ 4,9 bilhões para financiar as campanhas políticas, os candidatos gastaram 77% menos dinheiro do próprio bolso para tentar se eleger neste ano do que nas eleições de 2018.

Na véspera do primeiro turno, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as chamadas autodoações feitas pelos candidatos somaram R$ 126,8 milhões.

Há quatro anos, os gastos com recursos próprios foram de R$ 565 milhões, em valores corrigidos pela inflação. Naquela eleição, o montante de dinheiro público destinado às campanhas foi de R$ 2,1 bilhões, menos da metade do valor do fundo atual.

Para se ter uma ideia, o recordista de gastos próprios na campanha deste ano, o empresário Roberto Argenta, não estaria nem entre os 40 candidatos que mais aplicaram dinheiro na própria candidatura em 2018.

Candidato do PSC a governador do Rio Grande do Sul, Argenta investiu R$ 850 mil na campanha. Atrás dele no ranking, com R$ 800 mil, aparece o coach Pablo Marçal (Pros), que se lançou candidato a presidente mas agora tenta uma vaga de deputado federal por São Paulo depois que seu partido decidiu apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nas eleições de 2018, quem mais gastou dinheiro na própria campanha foi o ex-ministro Henrique Meirelles. Foram R$ 57 milhões (cerca de R$ 71 milhões em valores atuais) para tenter se eleger presidente da República pelo MDB. Apesar do alto investimento, ele ficou apenas em sétimo lugar, com 1,2% dos votos válidos.

O segundo colocado na ocasião foi o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), com R$ 3,17 milhões (R$ 4,6 milhões em valores atuais). Já na campanha pela reeleição neste ano, Ibaneis utilizou R$ 4,5 milhões dos fundos eleitorais do MDB e do Progressistas e não gastou um centavo com a candidatura.

 Os dez maiores autodoadores de 2022

1) Roberto Argenta (PSC): R$ 850.000,00
2) Pablo Marçal (Pros): R$ 800.300,00
3) Eduardo Riedel (PSDB): R$ 620.000,00
4) Rafael Parente (PSB): R$ 594.222,00
5) Wilson Paiva (PDT): R$ 508.000,00
6) Jorge Boeira (PP): R$ 501.000,00
7) Alexandre Silveira (PSD):R$ 499.500,00
8) Ivo Cassol (PP): R$ 462.830,67
9) Wilder Morais (PL): R$ 440.000,00
10) Álvaro Dias (Podemos): R$ 440.000,00

 Os dez maiores autodoadores de 2018

1) Henrique Meirelles (MDB): R$ 57.030.000,00
2) Ibaneis Rocha (MDB): R$ 3.717.000,00
3) Carlos Amastha (PSB): R$ 3.649.822,00
4) João Doria (PSDB): R$ 3.400.000,00
5) Oriovisto Guimarães (Podemos): R$ 3.377.000,00
6) Wellington Fagundes (PL): R$ 2.747.177,60
7) Eduardo Girão (Podemos): R$ 2.720.000,00
8) Fernando Marques (SDD): R$ 2.705.853,30
9) Jarbas Vasconcelos (MDB): R$ 2.424.946,00
10) Wilder Morais (PL): R$ 2.421.542,97

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