Ciro alerta para “voto inútil”: “Mistura de mentira e manipulação”

Candidato do PDT à presidência da República tenta não perder votos para Lula no primeiro turno do pleito

atualizado 15/09/2022 18:58

ciro gomes em salvador Keiny Andrade

O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) continua a criticar o voto útil no primeiro turno das eleições para presidente. “É uma mistura de mentira e manipulação grosseira. Na verdade, isso se chama voto inútil”, afirma, em novo vídeo publicado nas redes sociais.

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem incentivado que os apoiadores tentem converter votos do pedetista para o petista já no primeiro turno, em uma tentativa de vencer o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) sem precisar ir à segunda etapa das eleições.

No material divulgado nesta quinta-feira (15/9), Ciro define o voto útil como “uma das maiores fraudes democráticas”. “É transformar nossa vontade legítima de mudar em um acordo covarde com os nossos medos”, finaliza.

Veja o vídeo:

Desrespeito

A candidata Simone Tebet (MDB) também tem feito críticas ferrenhas ao chamado “voto útil”. Em visita da emedebista nessa quarta-feira (14/9) ao Porto Digital, no Recife (PE), a senadora classificou a estratégia como um “desrespeito” de Lula com o eleitorado.

“É um desrespeito à população brasileira, numa das eleições, talvez, a mais importante, a mais difícil. Desde a redemocratização, essa é uma eleição que pode, definitivamente, tirar o Brasil do mapa da fome, da pobreza, da miséria, ou não, a depender da escolha do eleitor. Nós queremos que o eleitor não vote pelo medo, mas pela esperança e pela certeza”, defendeu.

A candidata à vice-presidência na chapa de Tebet, Mara Gabrilli (PSDB), também se manifestou em material publicado nas redes sociais.

Nas palavras da tucana, o petista “está querendo enganar o povo mais uma vez”. “Lula, você anda falando por aí de voto útil. Você se sentiu ameaçado com a terceira via? Está querendo enganar o povo mais uma vez, dizendo que votar em você é voto útil”, critica.

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